Governo do Distrito Federal
2/03/22 às 14h24 - Atualizado em 25/03/22 às 16h29

Os solos do Cerrado como instrumentos de educação ambiental

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Tinta feita com os vários solos do Cerrado são instrumentos de educação ambiental no Programa Parque Educador, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental, por meio de sua Unidade de Educação Ambiental (Educ). A ideia se materializa no projeto Cores da Terra, que há dois anos encanta estudantes do ensino fundamental da rede pública do Distrito Federal, participantes do Parque Educador.

 

A técnica se traduz na atividade lúdica de pintar a fauna e flora do Cerrado usando tinta feita à base das terras dos vários solos deste bioma nas suas surpreendentes variações de tonalidades. ”O projeto é uma ferramenta didática dos professores do Programa, com grande diversidade e capaz de envolver e fascinar crianças e jovens, facilitando o interesse e o aprendizado de educação ambiental”, diz Marcus Paredes, chefe da Educ.

 

Paredes destaca que o Cerrado tem vários tons de terra, desde o quanticamente branco, passando por todos os tons de marrom, indo quase ao preto e ao vermelho. Nosso bioma possui um degradê de tons de terra muito interessante. “Isso fascina as crianças, porque desde o processo da preparação, que inclui a coleta do barro e da argila, até a execução e a pintura final, feita na sala de aula, é um processo muito rico, no qual a criança aprende, conhece e passa a ter valores muito simples, mas altamente orgânicos, sem a intervenção de equipamentos industrializados”, explica.

 

A professora Luzia Aparecida de Carvalho Barbosa, integrante do Parque Educador, conta que começou a trabalhar com a técnica no parque ecológico Três Meninas, em Samambaia. “É uma atividade proposta para o desenvolvimento do tema solo, sua importância para a sustentabilidade e o equilíbrio ambiental”.

 

Segundo a professora foram coletadas amostras dos solos de diversas colorações, e com a orientação das educadoras ambientais, essas amostras foram transformadas em tintas, e com elas os alunos desenvolveram diversos painéis pintando o Cerrado, sua fauna e flora. “Para nós, professores, o sentimento é de gratidão de saber que com materiais simples e criatividade é possível levar conhecimento e cultura aos alunos e escolas públicas do DF”, enfatiza Luiza Barbosa.

 

Exposição – A mesma técnica resultou na exposição dos trabalhos desenvolvidos, no segundo semestre de 2021, na oficina de pintura com rochas sedimentares do grupo Paranoá, realizada por estudantes do Parque Educador do Monumento Natural Dom Bosco. A atividade de educação ambiental foi coordenada pelos professores Maria Geizimar Arraes e Pablo Maya Ciari, que realizaram as primeiras ações da técnica no âmbito do projeto.

 

“A exposição Cores da Terra apresenta a visão dos estudantes do Parque Educador, da rede pública do Distrito Federal, sobre os animais, relacionando as suas cores com as tonalidades proporcionadas pelo próprio chão do seu habitat, revelando assim, um mundo de mimetismos e camuflagem”, explica a professora Maria Geizimar.

 

Parque Educador – O Programa Parque Educador é uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental e as Secretarias de Meio Ambiente e de Educação do DF. Funciona com o ministrar de aulas de educação integral, ambiental e patrimonial por professores da Secretaria de Educação para seus alunos, dentro das Unidades de Conservação e parques sob a gestão do Brasília Ambiental, com apoio da área técnica da Educ.

 

O Parque Educador acontece na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae)/Parque Sucupira, em Planaltina, nos parques ecológicos águas Claras, Três Meninas (Samambaia), Saburo Onoyama (Taguatinga), Riacho Fundo e no Monumento Natural Dom Bosco, no Lago Sul.

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