Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
6/04/21 às 18h33 - Atualizado em 15/04/21 às 8h33

Equipe do Parque Educador prepara trilhas ecológicas para aulas ao ar livre

O Instituto Brasília Ambiental, por meio de sua Unidade de Educação Ambiental (Educ), está visitando todos os parques que fazem parte do Programa Parque Educador para verificar a existência e as condições de suas trilhas ecológicas. O objetivo é torná-las aptas a receber visitas de estudantes e professores, sendo palco de aulas práticas do Programa. A equipe aproveita o momento atual em que a execução do programa está ocorrendo de forma virtual, devido à pandemia, e que, ao mesmo tempo, os parques estão abertos.

 

“Estamos mapeando as trilhas existentes, prevendo placas educativas, informativas e direcionais para sinalização delas, de forma a torná-las ferramentas de utilização pelos professores para o atendimento aos alunos. Essa é uma reivindicação dos próprios professores. Trabalhamos agora para quando as aulas voltarem a ser presenciais, já termos condições de atender a essa solicitação”, explica a analista ambiental, Mariana Ferreira dos Anjos.

 

A sinalização das trilhas será um misto de marcação rústica, que indica o sentido de direção da trilha de forma personalizada, e placa com conteúdo de educação ambiental que os professores estão produzindo com os alunos neste semestre virtual. As placas envolvem a experiência da Educ na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Granja do Ipê, e no parque ecológico das Copaíbas (Lago Sul).

 

O Programa Parque Educador está presente nos parques ecológicos Saburo Onoyama (Taguatinga), Águas Claras, Três Meninas (Samambaia), Riacho Fundo, Sucupira (Planaltina) e Monumento Natural Dom Bosco. Todos esses já têm ciclovia, e a grande maioria já conta com trilhas ecológicas, porém algumas delas não são ainda mapeadas e/ou sinalizadas.

 

Além do mapeamento e do levantamento das necessidades de sinalização, a equipe está identificando os trechos das trilhas ecológicas, verificando se os percursos cabem, em termos de tamanho e tempo para serem feitos, dentro dos momentos de visitas dos alunos das escolas públicas previstas pelo Programa. “Os percursos têm que se encaixar em no máximo 3km, com condições de serem feitos entre uma hora e meia e duas horas”, ressalta Mariana.

 

Acessibilidade – Durante a visita ao Monumento Natural Dom Bosco foi testada uma cadeira, chamada Julietti, que viabilizaria a visita de cadeirantes, como por exemplo, o professor Pablo Maya Pereira Ciari, que integra a equipe dessa Unidade. Ele já faz uso da coopervia, mas gostaria de utilizar a trilha ecológica. A cadeira testada é da Floresta Nacional de Brasília (Flona), que a recebeu, recentemente, do Ministério do Meio Ambiente, e emprestou para o Brasília Ambiental testar.

 

A trilha do Dom Bosco é considerada uma trilha de leve a moderada, porque possui um solo rochoso com desnível de quase 30 metros. “Estreamos a Julietti e chegamos à conclusão que é necessária muita força física para conduzi-la, e como possui apenas uma roda apresenta grande instabilidade, além de que o cadeirante fica muito passivo. Para o caso específico do professor dar aula utilizando a cadeira fica praticamente inviável, pois precisa de autonomia, e a cadeira exige pelo menos duas pessoas fortes para conduzi-la. Valeu a experiência. O instrumento é válido, mas precisa ser melhorado para as trilhas dos nossos parques”, avaliou Mariana.

 

Além da equipe da Educ, participam das visitas às trilhas os agentes das Unidades de Conservação e os professores da Secretaria de Educação que atuam no Programa. São dois professores por parque. A ideia é que as sinalizações a serem feitas nas trilhas possam contribuir, como instrumentos de educação ambiental, tanto para os estudantes como para a comunidade em geral que vista esses parques.

Brasília Ambiental - Governo do Distrito Federal

SEPN 511 - Bloco C - Edifício Bittar - CEP: 70.750-543