Governo do Distrito Federal
30/05/22 às 10h33 - Atualizado em 2/06/22 às 10h07

Águas das Unidades de Conservação terão monitoramento de qualidade

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A Câmara de Compensação Ambiental e Florestal do Distrito Federal (Ccaf-DF) aprovou, por unanimidade, em sua segunda reunião ordinária do ano, a destinação na ordem de R$ 564 mil para a execução do projeto de Implementação da Rede de Monitoramento da Qualidade da Água Superficial de Unidades de Conservação (UC), sob gestão do Instituto Brasília Ambiental.

 

O objetivo do projeto é avaliar a qualidade da água nas unidades de conservação, de forma que o Instituto passe a conhecer as características naturais e possíveis fatores que afetam a qualidade da água, como lançamentos e escoamentos difusos. Visa ainda fornecer à população, e demais entes do sistema de gerenciamento de recursos hídricos, informações sobre a qualidade das águas.

 

De acordo com o secretário executivo do Brasília Ambiental, Thulio Moraes, a apresentação da proposta do uso de recursos de compensação ambiental para o projeto da Rede de Monitoramento faz parte do esforço do órgão em levar para deliberação na Câmara propostas que, efetivamente, representem a garantia do equilíbrio ecológico no Distrito Federal.

 

“Conhecer os parâmetros das águas que percorrem nossas unidades e os fatores que afetam a qualidade dessas águas é imprescindível para o planejamento de um futuro sustentável, com a mitigação dos impactos ambientais que ameaçam a disponibilidade do recurso hídrico”, salienta o secretário.

 

Ao todo serão implementados 32 pontos de amostragem de parâmetros químicos, físicos e microbiológicos com frequência de monitoramento de três anos, e serão beneficiadas 25 Unidades de Conservação. ”O monitoramento permitirá ao órgão ambiental gestor promover ações de preservação de nascentes e corpos hídricos e, ainda, conhecer padrões de qualidade das águas”, reitera a diretora de Unidades de Conservação (Dicon) do Instituto, Janaína Starling.

 

Pesquisa – O professor da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Henrique Zuchi, integrante da Câmara, destaca que a iniciativa é de grande importância, pois vai complementar a rede de monitoramento da Caesb e da Adasa, que atualmente não abrange as UCs.

 

“Teremos um indicador de qualidade muito significativo e importante, inclusive, para futuras pesquisas, que relacionem, por exemplo, os recursos hídricos à fauna, à flora e/ou ao clima”, ressalta.

 

As UCs a serem beneficiadas com o projeto são os parques: da Asa Sul, Cortado, Saburo Onoyama, Três Meninas, Retirinho, Sucupira, Jequetibás, Viva Sobradinho, Recanto das Emas, do Gama, Ponte Alta, Canjerana, Ezechias Heringer, da Candangolândia, Águas Claras, Olhos D`Água, Copaíbas, Pequizeiro, Salto do Tororó, Garça Branca e Veredinha. E ainda a Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Bosque e a Reserva Biológica (Rebio) do Guará. Alguns pontos terão monitoramento com foco na balneabilidade de suas águas. A frequência do monitoramento, a princípio, será semanal.

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