Governo do Distrito Federal
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21/11/17 às 20h07 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Seminário do ICMbio destaca projetos de servidores do Ibram

Dois projetos do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) foram selecionados para participar do Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação, uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) voltado a revelar talentos na área de pesquisas e estudos em defesa do meio ambiente no Brasil. O projeto “Eu Amo o Cerrado”, de autoria do servidor Marcus Paredes, e um amplo trabalho do servidor Gustavo Soares sobre “Restauração Ecológica a partir do Sistema Agroflorestal em Propriedade Rural na Zona de Amortecimento do Parque Nacional de Brasília/APA Cafuringa e APA do Planalto Central” foram os contemplados.

O evento, já na sua terceira edição, destaca projetos que promovam a inovação e mudanças positivas em Unidades de Conservação e que tenham efetivo potencial para serem replicadas país afora. “Eu Amo o Cerrado”, segundo Marcus Paredes, surgiu em 2014, a partir do Trabalho de Conclusão de Curso em Biologia sobre as aves comuns do Distrito Federal. A ideia básica era divulgar as espécies e registrá-las em cartazes, para popularizá-las. Um ano depois, ele o propôs à Coordenação de Educação Ambiental do Ibram, Codea, que o incorporou aos seus programas. “As pessoas tendem a cuidar daquilo que elas amam e o projeto surgiu desse propósito, de se divulgar o Cerrado, para que as pessoas o conhecessem melhor e, assim, passassem a zelar e amá-lo”, comenta Paredes.

A ideia se ampliou. Outros cartazes também foram criados, o de “Frutos Comestíveis do Cerrado” e o de “Mamíferos e Pegadas”, além da versão guia de campo, em formato folder, reunindo todos eles. Em 2016, no Dia da Árvore, foi lançado o cartaz “Árvores do Cerrado”, completando, então, o que viraria a coleção “Eu Amo o Cerrado”, um produto de muito sucesso nas ações de educação ambiental no DF e no Brasil. O material inicial, com as aves do Cerrado, já está em sua 4ª edição, e o numero de espécies registradas já subiu de cem para 167. Com o êxito do “Eu Amo o Cerrado”, os planos agora são a produção de materiais divulgando os peixes, as flores e as borboletas do Cerrado.

Ecologia e produção rural

Já o analista ambiental Gustavo Soares trata de restauração ecológica a partir do sistema agroflorestal, base da uma pesquisa de mestrado sobre os impactos ambientais positivos no entorno de áreas protegidas, estudos sobre ecologia e produção rural que ajuda a traçar futuras estratégias na gestão de Unidades de Conservação.

A pesquisa inspirou-se nos benefícios que a agroecologia pode gerar na restauração de ambientes degradados em UCs e entorno, uma vez que, no meio rural, o desmatamento e as atividades agropecuárias praticadas de forma predatória podem causar extinção de espécies de plantas, animais, redução da quantidade e qualidade de água disponível, aumento de temperatura, entre outros danos.

A partir da percepção que os serviços ambientais de sistemas agroflorestais podem ser benéficos ao equilíbrio ambiental, nas proximidades do Parque Nacional de Brasília/APA Cafuringa e APA do Planalto Central, ele propõe um modelo inovador de acompanhamento da atividade. Ambos os projetos serão publicados na revista científica do ICMbio que aborda o evento. Mas, no dia 28 de novembro, o “Eu Amo o Cerrado” será apresentado ao público participante. Mais informações sobre o evento estão no link: http://ava.icmbio.gov.br/mod/page/view.php?id=22

Serviço

III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação

Data: 27 a 29 de novembro de 2017

Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) – Brasília/DF

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