Governo do Distrito Federal
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26/10/17 às 13h12 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

SEMA e IBRAM apoiam combate a incêndios na Chapada

Especialistas em monitoramento e manejo de fauna do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) foram colocados à disposição pela presidente do Instituto, Jane Vilas Bôas, para apoiar equipes que trabalham no resgate a atendimento de animais afetados pelas queimadas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.  São biólogos, veterinários e técnicos que atuam como fiscais e têm vasta experiência no manejo de espécies, resgate e salvamento de animais sob maus tratos quando combatem o comércio ilegal de animais no DF.  O grupo está em contato permanente com as equipes que já atuam no Goiás e pronto para se deslocar à região ao primeiro chamado.

Com a Secretaria de Meio Ambiente do DF, SEMA, o órgão já vem apoiando as ações na Chapada desde segunda passada. Bombas d’água, equipamentos e viaturas foram cedidas para deslocar equipes de profissionais do Zoológico de Brasília chamados ao local. Mais de 40 gaiolas utilizadas em recolhimento e transporte de animais feridos também foram levadas para o trabalho de salvamento. Segundo o coordenador de Fiscalização de Fauna e Flora do IBRAM, Fernando Cortizo, o fato de o órgão já atuar em cooperação com a Polícia Ambiental, Bombeiros e ICMBio em ações rotineiras em defesa do Cerrado no DF facilita a sintonia e o trabalho conjunto que realizarão na Chapada dos Veadeiros.

EM VOLTA DO FOGO
O agravamento do problema das queimadas nos parques e áreas preservadas do DF também vem preocupando a SEMA e o IBRAM. Por conta disso, já iniciaram uma série de encontros com representantes de outros órgãos ambientais, de pesquisa e monitoramento, como IBAMA (por meio da coordenação do programa Prevfogo), ICMbio, Corpo de Bombeiros do DF, especialistas da UnB, Terracap, além de brigadistas contra fogo e representantes de moradores próximos dessas áreas, para enfrentar o problema. Nas últimas semanas, pelo menos oito parques ecológicos ou de multiuso administrados pelo IBRAM foram afetados por grandes incêndios no DF, entre os mais recentes o Burle Mark, no Noroeste, e o de Águas Claras.

A primeira reunião ocorreu na última terça-feira, 24, na sede do IBRAM, quando várias estratégias contra os incêndios florestais foram discutidas. Inclusive uma polêmica, que são as ações de fogo prescrito, focos provocados em áreas controladas durante o período das chuvas, para evitar incêndios descontrolados durante o período de seca. A estratégia é utilizada em várias partes do mundo com bons resultados na preservação da fauna e flora em cerrados e savanas. Equipes especializadas fazem aceiros (faixas livres de vegetação), estudam os ventos, manejam espécies, traçam trilhas de fuga e provocam o fogo. Ao chegar a forte seca, meses depois, fauna e flora da área estarão mais fortalecidas e o solo menos inflamável. A idéia de fazer manejo do fogo no Cerrado com incêndios controlados antes da seca, como forma de evitar desastres ambientais como os que estamos vivendo com a rareação das chuvas, também é objeto de estudos entre a SEMA e o ICMbio.

CAPIM EXÓTICO É UM PROBLEMA NO DF
Entre os alertas dos especialistas está também o problema da invasão biológica de espécies exóticas de gramíneas, como o Capim do Reino e o Capim Braquiária (Brachiaria decubens), que têm tornado o Cerrado bem mais inflamável. Este último, nativo da África, chegou ao Brasil há apenas três décadas para ser usado na pecuária, onde ajudou muito na formação de pastos. Mas, além de eliminar centenas de outras espécies, inclusive arbustos e árvores nativas, se propagou rapidamente e descontrolado, se tornando forte combustível ao fogo durante as queimadas.

 

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