Governo do Distrito Federal
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21/07/16 às 16h37 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Rock Ecologia Trilha Parque une música e conscientização ambiental

Projeto da Secretaria de Cultura selecionará 20 bandas para se apresentar em três unidades de conservação, como o Parque Três Meninas, em Samambaia. Edital será lançado nesta quinta (21), no Museu Nacional, às 20 horas

Fortalecimento da produção musical e apropriação dos parques são os objetivos centrais do projeto Rock Ecologia Trilha Parque, organizado pela Secretaria de Cultura em parceria com o Ministério da Cultura. O edital para selecionar 20 bandas será lançado nesta quinta-feira (21), às 20 horas, no Museu Nacional, no Complexo Cultural da República. Os grupos escolhidos se apresentarão em parques ecológicos em Ceilândia, Samambaia e São Sebastião. Paralelamente aos shows, haverá atividades para estimular a comunidade a conhecer melhor e a preservar as unidades de conservação.

Para isso, o Rock Ecologia Trilha Parque alia duas vocações marcantes do Distrito Federal: o título de Brasília, Capital do Rock e a variedade de áreas de preservação na cidade. “Queremos chamar a atenção para os parques ecológicos nas regiões administrativas, porque muitas comunidades não sabem que têm uma unidade de conservação na vizinhança”, explica a subsecretária de Cidadania e Divulgação Cultural, da Secretaria de Cultura, Jaqueline Fernandes.

O evento ocorrerá em setembro no Parque Três Meninas, em Samambaia; no Parque Ecológico de São Sebastião, em São Sebastião; e na área em que está sendo implementado o Parque Ferrock, em Ceilândia. No caso deste último, o projeto vai colaborar para mobilizar a população para a criação do espaço, acredita a subsecretária Jaqueline.

Além de ajudar a construir um novo espaço de preservação, o Rock Ecologia Trilha Parque visa também à construção do sentimento de pertencimento. É o caso do Parque Três Meninas, em Samambaia. “A ideia é estimular o carinho da população pelo local”, conta Jaqueline. Por isso, também estão previstas ações como trilhas de bicicleta para pessoas com deficiência e um varal social, que permite a troca de roupas e livros.

O programa é resultado de convênio entre a Secretaria de Cultura e o Ministério da Cultura, por meio de recurso oriundo de emenda parlamentar da Câmara dos Deputados — R$ 300 mil para contratações artísticas e montagem de estruturas. Os valores de cachê estão alinhados em R$ 4 mil, independentemente do tempo de carreira das bandas. Dessa forma, não haverá custos para o governo de Brasília. A contrapartida local se dará por meio de parcerias com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que cederá material educativo sobre preservação ambiental, e com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), que doará mudas de espécies do Cerrado para plantio nos parques.

Requisitos para se candidatar ao Rock Ecologia Trilha Parque

Para participar da seleção, as bandas devem comprovar atividade habilitada por meio do sistema de cadastro geral para contratação artística (Siscult), com comprovação de atividade. Quem não tiver cadastro pode se registrar para pleitear participação no projeto. Os interessados devem morar no Distrito Federal e apresentar documentos como RG, cadastro de pessoas físicas (CPF), certidões negativas de débito do governo do DF e do governo federal, contrato de exclusividade — caso tenha produtor cultural — e portfólio.

Dúvidas poderão ser tiradas por meio do endereço eletrônico rockecologia@gmail.com. Para quem preferir o contato direto, será montada uma força-tarefa para a habilitação das bandas. Na quarta-feira (20), foi publicada no Diário Oficial Portaria nº 102, que institui a comissão provisória de avaliação para seleção das bandas. O edital para chamamento deve ser publicado no Diário Oficial do Distrito Federal. A partir daí, elas terão dez dias úteis para enviar os dados.

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