Governo do Distrito Federal
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9/04/13 às 12h59 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Resíduos Sólidos: Brasília pode aproveitar experiências positivas da Califórnia

O Plano de Gestão de Resíduos Sólidos de Brasília pode ser influenciado por iniciativas que já são executadas, com muito sucesso, na Califórnia, (EUA). Recém chegados da Missão Califórnia Lixo Zero, o presidente do IBRAM, Nilton Reis, e o geógrafo, analista do Instituto à disposição da SLU, Geraldo José Vieira, garantem que as experiências californianas são muito positivas e baseadas nos 3Rs: reduzir, reaproveitar e reciclar. Segundo eles, o caminho que o Distrito Federal deve trilhar para isso passa pelo investimento em tecnologia e educação ambiental.

Nilton Reis destaca que São Francisco, cidade californiana, é considerada a cidade verde dos Estados Unidos. “Verificamos in loco que hoje lá só 20% do lixo vai para o aterro sanitário, e a meta pra 2020 é que essa porcentagem seja zero”, disse, explicando que este é o conceito lixo zero: máximo reaproveitamento de resíduos, com consequente máxima redução do encaminhamento de lixo para o aterro sanitário.

Reforçando a avaliação Nilton, o presidente do Instituto Lixo Zero – instituição organizadora da missão à Califórnia -, Rodrigo Sabatini, diz: “Fomos à Califórnia porque lá eles conseguiram ser líder nos Estados Unidos na prática do Lixo Zero. Eles têm 80% dos resíduos desviados do aterro. Fomos lá ver como eles conseguem isso e verificamos que isso ocorre desde o comportamento das pessoas com o lixo, como elas juntam o seu lixo, como ele é transportado, como é tratado, como é vendido, como isso diminui o impacto sobre o meio ambiente, como isso impacta na sociedade de forma tecnológica. O método californiano separa o que vai para o aterro, o que é reciclável e o que é compostável . Essa experiência é muito importante para nós brasileiros que ainda não pensamos no composto, que é 45% do nosso lixo. O composto lá vira adubo e adubo vira energia.”, contou.

Reis ressaltou que a prática da reciclagem de lixo está profundamente inserida tanto na cultura da gestão da cidade, como na do cidadão californiano. Ele citou como exemplo os recipientes públicos nos quais as pessoas depositam o lixo. “Existem três tipos: para reciclagem, para compostagem e para aterro. O destinado ao aterro é bem menor que os outros dois. Exatamente para caber menos lixo”, explicou.

 O presidente do IBRAM também destacou que o desafio no DF é por fim ao lixão. “Para isso temos que desenvolver infraestrutura na cidade, criando condições para que o aterro receba o mínimo de resíduo e possa ter vida útil maior”, lembrou.

 Geraldo Vieira listou algumas práticas adotadas na Califórnia que foram fundamentais para a situação positiva da cidade hoje: veto aos materiais e tecnologias incompatíveis com um meio ambiente sustentável e equilibrado; leis que dão suporte a uma política de resíduos sólidos; responsabilização do produtor e do consumidor pela destinação correta dos resíduos produzidos.

 Exemplo – A Missão levou os representantes do IBRAM/SLU a conhecerem várias cidades e experiências no trato com os resíduos sólidos. Entre todas, eles destacaram a visita ao aeroporto internacional de São Francisco (SFO), segundo maior da Califórnia e sétimo dos EUA. “O aeroporto possui certificação LEED-Gold de edificação sustentável”, informou Geraldo.

 Ele explicou que o SFO tem como elementos no seu programa de sustentabilidade ambiental: melhoria da qualidade do ar, controle da qualidade da água, reciclagem de resíduos sólidos, mitigação de ruídos, proteção ecológica, eficiência energética, energia renovável, edifícios verdes, plano de ação climática e plano de sustentabilidade ambiental.

 “O aeroporto gera 10 mil toneladas de resíduos, uma taxa de reciclagem de 77% e uma de compostagem de 31%. Essas duas taxas têm aumentado progressivamente ao longo dos último cinco anos. OSFO também possui políticas que incentivam a redução e reutilização de materiais. Todos os terminais têm recipientes exclusivos para latas e garrafas, lixo compostável, papel, e outro tipo de resíduo”, contou o geógrafo.

 Para o presidente do IBRAM a participação na Missão Califórnia foi de grande importância pelo contato com as experiências exitosas. “Este momento é impar. O DF está no processo de reformulação da sua Política de Resíduos Sólidos para a adequação à Política Nacional. Está começando a preparar sua Conferência de Meio Ambiente, que vai anteceder a Conferência Nacional do Meio Ambiente. E o tema de ambas será resíduos sólidos”, justificou.

 

 

 

 

 

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