Governo do Distrito Federal
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28/04/16 às 12h41 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Próximo passo: o plano de trabalho da Granja do Ipê

(matéria divulgada no portal da Sema-DF, em 27 de abril de 2016)

(Brasília, 27/04/2016) – A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) e o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) trabalharão no conselho gestor da Granja do Ipê de forma integrada e unida com a sociedade para a preservação da área de interesse ecológico. André Lima, secretário do Meio Ambiente, e Jane Vilas Bôas, presidente do Ibram, afirmaram em entrevista que a prioridade é montar um plano de trabalho para definir as ações. Confira.

André Lima:

O que a Sema vê como necessário de ser feito pelo conselho Gestor na Granja do Ipê?

“A primeira coisa que o conselho tem que fazer é um plano de trabalho, ou seja, definir as prioridades de ação na área para garantir a conservação e a recuperação do local. Precisamos definir também as ações de médio e longo prazo para garantir a proteção da Granja do Ipê”. 

Já há uma reivindicação definida pelos representantes da sociedade civil nesse conselho?

“A reivindicação principal que existia era exatamente a de criação do conselho para que pudéssemos definir um plano de ação conjunto. Outra reivindicação é que o governo olhe com atenção para a região porque ela é ameaçada constantemente por ocupação irregular. Além disso, eles pediram para cuidarmos da questão do lixo, sinalização, recuperação de áreas de cascalheira, combate e prevenção aos incêndios florestais, desocupação de áreas ocupadas irregularmente. Essas demandas serão organizadas no plano de trabalho do conselho”. 

Jane Vilas Bôas:

Quais são os desafios para o Ibram na gestão da Granja do Ipê?

“É um início de uma experiência nessa gestão de fazer um compartilhamento. E como toda primeira experiência, todo pioneiro tem um processo de uma estrada não construída que tem que ser sendo feita no processo de trabalhar. Então, construir junto com a comunidade, calibrar as expectativas, definir bem os papeis, aprender a trabalhar junto, ver até onde o conselho pode ajudar nas atividades do Ibram e enfrentar as coisas básicas como manutenção, segurança, invasões, já que é uma área muito cobiçada, e tentar ter a dinâmica necessária para atender as necessidades da área. É um belo desafio”.

Como o Ibram pretende aproveitar a participação da sociedade nesse conselho? 

“Quando você tem a sociedade atuando e colaborando, você tem menos necessidade de coisas que podem ser feitas pela sociedade, que podem naturalmente gastar recursos públicos, não é? Então essa coisa mesmo de fazer um trabalho de consciência, de pertencimento, de estimular boas práticas, de impedir ou denunciar as invasões de forma bem mais ágil e principalmente de colaborar nas linhas de conservação porque na Granja do Ipê nós temos sítios arqueológicos, sítios históricos, águas que precisam ser cuidadas, a vegetação e o bioma do cerrado que são muito preservados em vários lugares e a sociedade pode colaborar com a manutenção de tudo isso”.

Quais são os próximos passos do Ibram, agora que o conselho está instalado? 

“Primeiro, nós vamos nos reunir e fazer o plano de trabalho. Nós já temos o plano de manejo, uma série de documentos que dão base para a atuação do conselho, mas temos que fazer o plano operacional para essas coisas poderem acontecer. Então, a primeira coisa é consensuar o plano operacional para fazer acontecer o plano de manejo, melhorias, diagnósticos, sugestões de investimentos a serem feitos e formulação de projetos para captação de recursos tanto de compensação ambiental quanto de outros fundos como cultura, ciência e tecnologia, nós temos lá uma parceria muito forte da UNIPAZ com uma capacidade de elaboração bem grande , então fazer um plano operacional e ir atrás de captar recursos”.

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