Governo do Distrito Federal
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24/03/16 às 14h46 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Promae e Promaq: instrumentos para gestão dos parques e UCs

Perceber a realidade e avaliar os caminhos para construir um referencial futuro. Isso é planejamento, e é dentro desse conceito que a Gerência de Emergências e Riscos Ambientais (Geram) da Superintendência de Estudos, Programas e Monitoramento de Educação Ambiental (Supem), realizou os Relatórios dos Programas de Monitoramentos de Áreas Erodidas nos Parques (Promae/2015) e o de Áreas Queimadas nos Parques e Unidades de Conservação (Promaq/2015). “Eles são de muita importância para a tomada de decisões na guestão dos parques e UCs, principalmente com relação aos planos de recuperação e de manejo”, avalia o superintendente de Unidades de Conservação e Parques do Instituto, Leonel Generoso.

O Promae, que é dividido em identificação, avaliação da vulnerabilidade de riscos associados à erosão e monitoramento, vistoriou 15 parques em 2015. Desse total, foram registradas e mapeadas 37 áreas erodidas. Ao todo foram identificadas 312.995,39 m2 de áreas degradadas por erosão, o que representa 0,48% das áreas dos parques vistoriados.

De acordo com o relatório a escolha dos parques deu-se, preferencialmente, por aquele que tinham sede, e que ainda não tinham sido analisados pelo Programa, que iniciou em 2013. De lá pra cá foram mapeados 118 erosões lineares, que perfazem 312.917, 84 m2 de área erodida. Isso representa 0,21% das áreas totais dos parques vistoriados que possuíram pelo menos uma erosão mensurável.

Nos parques ecológico e de uso múltiplo Olhos D`água e urbano do Paranoá, por exemplo, algumas erosões se localizam no lado externo dos limites da unidade de conservação. “Todavia, caso não se tome providências, essas erosões podem se desenvolver e afetar páreas circunvizinhas e agredir a área protegida próxima”, alerta o relatório.

O documento recomenda, entre outras ações, isolar as erosões para que sejam evitados acessos a essas áreas degradadas, o que pode ampliá-las e, principalmente, causar riscos de acidente no local. Essa situação ocorre no parque Ezechias Heringer, por exemplo.

É recomendado ainda alertar à população quanto ao risco de acidentes no local. Essa medida de proteção aos riscos da área erodida pode ser verificada no Parque Distrital Três Meninas, que já chama a atenção da população quanto ao risco de acidentes no local por meio de placas de advertência na região da área degradada.

Foram vistoriados os parques: Ecológico e de Uso Múltiplo Olhos D`água, Ecológico Areal, Ecológico Três Meninas e Ecológico Ezechias Heringer. Ainda o parque Urbano Denner, parque Ecológico Jequitibás, Ecológico do Tororó, Urbano Bosque do Sudoeste, Urbano da Estrutural e parque recreativo de Taguatinga.

Os autores do trabalho lembram que, embora o programa já tenha três anos, ainda se encontra na fase de diagnóstico. Eles ressaltam que a identificação de áreas degradadas por erosão é uma condição necessária para o trabalho de monitoramento e avaliação de riscos associados à erosão dentro das áreas protegidas que podem afetar não somente a qualidade ambiental, mas também a social do local. 

Promaq 2015– Em 2015 o Programa de Áreas Queimadas nos Parques e Unidades de Conservação vistoriou cem por cento dos parques (72) e UCs administrados pelo IBRAM. Desse total, foram registradas e mapeadas áreas queimadas em 51, preenchidos 276 Registros de Incêndios Florestais (RIF), totalizando uma área queimada mapeada de 2.450,63 hectares, correspondente a 13,49 % da área total desses parques e unidades de conservação.

O relatório destaca duas principais constatações: aumento no número de registros de incêndios florestais, e redução na área total queimada. O maior quantitativo de área queimada se deu no período de junho a novembro, que coincide com a elevação da temperatura máxima média, diminuição da umidade relativa e da precipitação.

O documento lembra também que, dando continuidade ao trabalho realizado nos anos anteriores, o IBRAM adotou medidas que buscaram a diminuição de ocorrência de incêndios florestais, como: contratação pelo terceiro ano consecutivo da Brigada de Incêndio Florestal do IBRAM, com 30 brigadistas; ações sobre a temática incêndios florestais dentro das atividades de Educação Ambiental; uso de equipamentos de proteção individual – EPI; articulação com os órgãos integrantes do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios do Distrito Federal; dentre outras ações.

Acesse os Relatórios na íntegra:

 

 

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