Governo do Distrito Federal
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23/06/20 às 17h19 - Atualizado em 25/06/20 às 10h29

Projeto Produtor de Água do Pipiripau prepara mudas para plantio no período de chuvas

Angico vermelho, sangra d`agua, pinha do brejo, landim, ingá, peroba, umburana e monjoleiro.  Essas são algumas das 65 espécies que fazem parte das mudas que estão sendo produzidas na granja do Ipê para o projeto Produtor de Água do Pipiripau, do qual o Instituto Brasília Ambiental é integrante. A perspectiva é que 80 mil mudas estejam prontas para serem plantadas, dentro desse projeto, assim que começar o período das chuvas.

 

“Estamos trabalhando para isso. Mas tudo depende do clima, que até agora tem sido favorável”, diz Cláudio Silva, responsável pela produção de mudas no viveiro da Seagri.

 

A expectativa é que até outubro, quando as chuvas chegarem, as mudas já tenham atingido o tamanho médio ideal de 50 cm, que atualmente algumas até já alcançaram. “Hoje já temos mudas de 10 cm a 1 metro”, explica Silva.

 

As áreas que receberão essas mudas são, prioritariamente, as de Preservação Permanente (APPs) que foram cercadas, o que dá em torno de 120 a 140 hectares. “Elas se localizam no Núcleo Rural Taquara, Pipiripau 2, Núcleo Rural Pipiripau e Núcleo Rural Santos Dumont”, informa Sumar Magalhães Ganem, coordenador do Programa de Manejo e Conservação da Água e do Solo da Emater-DF. Ele destaca que elas são, basicamente, as que compõem a Bacia do Ribeirão do Pipiripau, e que ainda não tinham recebido mudas em plantios anteriores, justamente, porque não tinham cercamento.

 

Importância – O coordenador ressalta que esse trabalho de restauração ecológica, que envolve também a restauração florestal, é fundamental para a produção de água, porque contribui para que se tenha nascentes protegidas e as matas ciliares recuperadas. “Dentro desse ciclo hidrológico, as formações vegetais têm uma importância muito grande para a produção de água, influi na quantidade e na qualidade dela. E, geralmente, não fazemos ações de maneira isolada, identificamos outras práticas na propriedade, associamos a restauração florestal, por exemplo, ao trabalho de conservação do solo e de manejo”, esclarece.

 

O convênio que está sendo utilizado para as ações de produção de muda é focado na restauração florestal, e envolve a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Emater-DF. “Essas ações também serão complementadas com recursos da Secretaria de Agricultura, em um volume menor”, detalha o coordenador.

 

Segundo Sumar Ganem o valor alocado no convênio é aproximadamente de R$ 935.209,63, e está cobrindo as despesas com cercamento da área, contratação de mão-de-obra para a produção das mudas, aquisição de insumos necessários para essa produção, transporte das mudas, plantio e manutenção por dois anos.

 

”Conseguimos, através do processo licitatório, uma grande redução dos valores, na média de 30 a 40%, do que estava, inicialmente, previsto. A expectativa é que fechemos o ciclo de um dos itens desse projeto, que é a parte do plantio de mudas”, ressalta.

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