Governo do Distrito Federal
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11/11/13 às 18h18 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Professores e alunos da rede pública se tornam multiplicadores de práticas ambientais

“Por meio de um trabalho completo de pesquisa, o aluno aprende a identificar os problemas ambientais de sua região e desta forma apresenta soluções. Este aprendizado ultrapassa os muros da escola e esta é a parte interessante do Curso Reeditor Ambiental”, revela Eduardo Brandão, secretário do Meio Ambiente do GDF.

Na próxima terça-feira (12) o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), juntamente com a Secretaria de Educação realiza o 10º Congresso Reeditor Ambiental. Trata-se de uma qualificação voltada para professores e alunos do ensino fundamental e médio sobre projetos de educação ambiental, conscientização e preservação do meio ambiente. O evento mostrará exemplos de projetos com temas ambientais desenvolvidos ao longo do ano. O congresso será de 8h30 às 17h, no Campus da UnB, no Auditório da Unidade Acadêmica, em Planaltina.

Do dicionário Aurélio, reeditar: v.t. editar de novo; fazer nova edição de: reeditar um compêndio. O curso tem este nome porque cada professor que faz o curso torna-se multiplicador da ideia, automaticamente, adequando o conteúdo ambiental trabalhado nas aulas à realidade da região onde fica a escola e a comunidade.

O curso gerenciado pela Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Secretaria de Educação, com o suporte acadêmico da UnB, qualificou este ano cerca de 30 professores, 500 alunos, diretamente, e alcançou aproximadamente mais de três mil pessoas entre alunos e comunidade em diversas regiões do DF.

Já na décima edição, o Congresso, neste ano, reúne 16 projetos que serão mostrados por professores e alunos como exemplo do trabalho de conscientização ambiental. Entre eles: Você Tem Fome de Quê? – realizado pela Escola Classe 19 de Taguatinga Sul DF, Agroecologia com Princípios – trabalhado por professores e alunos do Centro de Ensino Médio 404, de Santa Maria e Na trilha dos 7 Rs da Sustentabilidade – desenvolvido pela Escola Classe Catingueiro, em Sobradinho DF.

Exemplo a ser seguido

Um bom caso de multiplicação da ideia foi o trabalho feito pela Escola Classe da 305 , na Asa Sul, com o projeto sobre alimentação, envolvendo hábitos de consumo, descarte de materiais e outros pontos que fez a escola inteira desenvolver uma horta comunitária. “Neste caso vemos que um professor conseguiu aplicar a técnica e conscientizou mais de 350 alunos matriculados e esses, por sua vez, seus familiares. Isto prova que a conscientização trabalhada com crianças e jovens atinge todo um universo se bem trabalhada e isso pode mudar o mundo”, diz Brandão. 

Os educadores ambientais Aline Barreto do Ibram e Maurício Galdino (Semarh) participaram do curso durante este ano e desenvolveram o projeto Sarandi pesquisa as Mudanças Climáticas com 28 alunos do 4º e 5º ano, que abrange crianças de 8 a11 anos, na Escola Classe ETA 44, de Planaltina DF. Aline conta que os alunos é que fazem todo o trabalho de pesquisa, como a formulação de perguntas até a aplicação delas, com entrevistas e outros métodos. “Eles escolheram o tema e o trabalho foi feito na Feira de Planaltina, com 100 pessoas. Entre as perguntas estava a percepção de consumidores e produtores rurais sobre a mudança e a interferência do clima atual na produção dos alimentos, se achavam o ar mais poluído ou menos que anos atrás, se pensam na cadeia produtiva dos alimentos antes das compras e uma série de outras perguntas. Durante a ação trabalhamos a auto-estima desses alunos e principalmente a conscientização ambiental, é claro. Hoje sabemos que este é verdadeiramente o trabalho de educação mais efetivo, vai além de palestras apenas, é uma experiência vivida”, afirma orgulhosa a educadora.

Reeditor Ambiental – conceito

O objetivo é incentivar o protagonismo juvenil, estimulando os estudantes a se envolverem no debate dos temas ambientais e a realizarem iniciativas sustentáveis para a comunidade da qual pertencem. Entre os assuntos abordados pelos alunos para a elaboração dos trabalhos estão: fauna, flora, resíduos sólidos, recursos hídricos, plantio de árvores, reaproveitamento de água, produção agrícola e fitoterapias.

Aprimorar a atuação do educador no espaço escolar, incentivando e qualificando a realização projetos de educação, conscientização e preservação do meio ambiente é o outro lado-alvo do curso. Para o ano de 2014, a proposta é realizar as edições em outras unidades de conservação. “Esta ideia de ampliação depende muito da demanda e do interesse dos professores em realizar este tipo de atividade em suas comunidades. Temos pedidos suficiente para realizar no próximo ano em Águas Claras, a princípio”, comenta o secretário.

A metodologia do curso consiste na criação de espaços de aprendizagem para a realização de atividades no decorrer de todo o ano, compostas de 90 horas presenciais e 90 horas não presenciais, totalizando 180 horas. Elas incluem rodas de automassagem; trilhas monitoradas no cerrado; ciclo de palestras; exercícios de formação de grupo; e aplicação da metodologia Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (NEPSO) do Instituto Paulo Montenegro. Os encontros presenciais acontecem na Esecae, em Planaltina.

Histórico
Graças a um Termo de Cooperação Técnica celebrado com a Secretaria de Educação, desde 2004 o curso é conduzido por uma equipe de servidores lotados na Esecae, sob a supervisão de Tatiana Castro, responsável pela Coordenação de Educação Ambiental do Ibram. Nos últimos nove anos de realização do projeto, 57 instituições foram atendidas; 174 professores e técnicos formados; e mais de 23 mil alunos envolvidos em questões socioambientais.

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