Governo do Distrito Federal
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16/07/20 às 8h32 - Atualizado em 16/07/20 às 8h34

Prevenção: APA Gama e Cabeça de Veado recebem aceiros negros

Equipe de brigadistas florestais do Brasília Ambiental, com apoio de vários órgãos distritais e federais, sob a coordenação da Diretoria de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (DPCIF) do Instituto, finalizou nesta quarta-feira (15), três dias de execução de aceiro negro na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, nas proximidades da DF-001. Ao todo, 30 quilômetros receberam a ação preventiva e agora estão protegidos de queimadas. A medida integra o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA).

 

A APA Gama e Cabeça de Veado envolvem diversas Unidades de Conservação, como o Jardim Botânico de Brasília, a fazenda Água Limpa da UnB, a Reserva Ecológica do IBGE, áreas da Marinha e parte do Parque Ecológico do Tororó. Engloba aproximadamente 25 mil hectares de área preservada.

 

Segundo o diretor do DPCIF, Pedro Paulo Cardoso, a cada ano é feito o aceiro negro nesta área devido a sua vulnerabilidade aos incêndios florestais. Ele explica que existem duas formas de aceiros e que ambas objetivam a prevenção aos incêndios florestais. “A função deste método preventivo é retirar o material combustível, que no caso é o mato seco, impedindo assim a possibilidade de fogo pegar ou se alastrar”, ressalta.

 

O diretor ressalta que três coisas são necessárias o fogo: combustível, calor e oxigênio, que formam o triângulo do fogo. “Por isso, para acabar com essa possibilidade, precisamos tirar um desses três elementos. O calor tira com a água, o oxigênio com o abafador e o material combustível com execução de aceiros”, esclarece.

 

O Brasília Ambiental tem realizado nos seus parques e unidades de conservação, nesse período de prevenção aos incêndios florestais, tanto o aceiro mecânico como o negro. O primeiro utiliza tratores, e o segundo a roçagem e a queima do mato seco. Isso ocorre nas bordas das unidades. Ambos promovem faixas de segurança entre esses espaços de preservação e seus acessos, impedindo que o fogo chegue ou se alastre.

 

Tororó – Apesar de integrar a APA, foi a primeira vez que o Parque Ecológico do Tororó recebe o aceiro. “O material combustível do parque nunca tinha sido retirado, estava muito denso. Se não executássemos o aceiro com muito cuidado, o fogo poderia fugir do controle. Mas deu tudo certo. A equipe é muito capacitada. O desempenho foi excelente”, comemora.

 

Este ano, o órgão ambiental executou aceiro negro na Estação Ecológica Águas Emendadas (Esecae) e finaliza planejamento para execuções em outras unidades nesta segunda quinzena de julho, quando encerra esta fase de prevenção.

 

Nesta atividade, o Brasília Ambiental contou com o apoio do Jardim Botânico de Brasília, Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Ala 01 da Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, DER, IBGE, Marinha, Estação de Rádio da Marinha, Fazenda Água Limpa (UnB) e Escola Superior de Guerra.

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