Governo do Distrito Federal
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25/05/21 às 11h16 - Atualizado em 25/05/21 às 11h21

Parque do Lago Norte será o primeiro 100% inclusivo do país

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou as primeiras intervenções para o projeto da primeira unidade de conservação totalmente inclusiva do país: o Parque Ecológico do Lago Norte.  As obras de adaptação e acessibilidade vão beneficiar cerca de 220 mil pessoas com deficiência que residem no Distrito Federal. A entrega das obras está prevista para o segundo semestre de 2022.

 

O investimento, estimado em R$ 3 milhões, inclui adaptação de banheiros, rampas de locomoção e ampliação dos espaços. “Esse presente é para todas as pessoas do Distrito Federal. Temos também o Projeto Mãos na Roda, que são 50 vans acessíveis que vão buscar as pessoas e trazer ao Parque para fazer esporte, ter acesso ao lazer. Esse é um olhar atencioso para a nossa população”, observou o secretário de Economia, André Clemente.

 

Já a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, destacou que em breve o parque fará parte do Guia Turístico Acessível criado pela secretaria com o objetivo de fortalecer Brasília como uma cidade inclusiva e democrática, posicionando a capital federal no eixo do turismo de acessibilidade. “Essa parceria fará de nossa cidade uma referência nacional do turismo acessível”, disse Vanessa.

 

O secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, reforçou todo o esforço do GDF na recuperação dos parques espalhados pela capital. “Pois são fundamentais para o lazer da população. Nossa política é recuperar as unidades de conservação do Distrito Federal. Este será o 17º parque recuperado que vamos entregar aos moradores da cidade”, completou.

 

Para o administrador do Lago Norte, Marcelo Ferreira, a conquista vai beneficiar toda a comunidade, não só as pessoas com deficiência, mas também grávidas, os idosos e população em geral. “Todas as pessoas com deficiência ou não, com necessidades especiais ou não, poderão encontrar aqui lazer, esporte, contemplação, um espaço de acolhimento”, disse.

 

No momento, o Instituto Brasília Ambiental realiza levantamentos para elaboração dos projetos que contemplem outros equipamentos, além de intervenções na infraestrutura e sinalização adequada para portadores de deficiência. O Parque do Lago Norte será a próxima unidade de conservação a ser incluída no projeto Reviva Parques – antigo força-tarefa – na sua 17ª edição.

 

“Faremos dessa experiência um laboratório e que poderá ser levada a outros parques do DF. É inadmissível que haja obstáculos que impeçam as pessoas de usufruírem e fazer contato, interação com a natureza”, pontuou o presidente do órgão, Cláudio Trinchão.

 

Práticas esportivas – Na segunda-feira (24), foi inaugurado o UNA Parque, espaço concebido a partir de um Acordo de Cooperação entre o Instituto Brasília Ambiental, a Unidade Nacional de Acessibilidade (UNA) e a Associação de Paracanoagem de Brasília, com o apoio da Secretaria de Turismo, da Secretaria de Esporte e Lazer e da Embratur.

 

O titular da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Flávio dos Santos, celebrou a iniciativa de transformar o espaço num lugar mais democrático. “Acreditamos que projetos assim devam ser uma referência. São fundamentais, pois proporcionam para as pessoas com deficiência, além da questão da acessibilidade, a inclusão social e a plena cidadania em relação à comunidade que elas estão inseridas”, frisou.

 

Com o objetivo de adequar o parque às práticas esportivas, adquirir equipamentos e contratar professores das modalidades, a Secretaria de Esporte e Lazer firmou um termo de fomento com a Unidade Nacional de Acessibilidade. As aulas de esportes poderão ser feitas a partir de agendamento prévio pelo site do projeto “UNA Parque”, idealizado pela Unidade.

 

Elas são gratuitas e seguem as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O parque também ganhou três contêineres de 12 metros e um de seis metros que servem como sala de recepção e como um espaço para reuniões.

 

Para a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, o esporte traz inclusão social e deve ser difundido cada vez mais. “Nosso trabalho é tornar a atividade esportiva cada vez mais acessível. Independentemente da condição ou da classe social, o esporte é fundamental na vida das pessoas”, destacou.

 

Presidente da UNA, a paratleta Andréa Pontes lembrou que, quando se tornou cadeirante, deparou-se com um novo mundo, e o projeto de um parque acessível se transformou em um objetivo de vida. “Fico sem palavras para falar desse apoio do GDF. Nossa proposta é oferecer o acolhimento, atividades gratuitas para reabilitação e inclusão social de pessoas com ou sem deficiência, visando o acesso ao esporte e ao lazer”, afirmou emocionada.

 

Segundo o Brasília Ambiental, esta é a primeira etapa de um pacote de ações que buscam tornar a unidade de conservação totalmente inclusiva para todas as pessoas com deficiência física, cognitiva, auditiva, visual ou múltipla. O objetivo é expandir o modelo de acessibilidade para outras unidades de conservação.

 

Com nova roupagem, a unidade de conservação passa a disponibilizar atividades como paracanoagem, stand up paddle, tiro com arco, tênis de mesa, yoga, meditação, terapia em grupo e uma horta comunitária.

Brasília Ambiental - Governo do Distrito Federal

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