Governo do Distrito Federal
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4/11/19 às 9h53 - Atualizado em 8/11/19 às 13h01

Operação Rinhas apreende 91 galináceos em Planaltina por maus tratos

Equipe de Fiscalização do Brasília Ambiental, em operação conjunta com a Delegacia de Meio Ambiente (DEMA), apreendeu nesta sexta-feira (1º), em uma residência no bairro Buritis II (Planaltina), 91 galináceos com suspeitas de serem utilizados para rinhas de galo. O proprietário do imóvel foi autuado em flagrante, por maus tratos aos animais – mutilados e mantidos em jaulas individuais, abafadas e escuras – além de receber uma multa no valor de R$ 90 mil.

 

A “Operação Rinhas” chegou ao local graças a uma denúncia anônima sobre a “criação de galos para briga e de que lá eram realizadas rinhas com apostas em dinheiro”. No local, a fiscalização do Brasília Ambiental e os policiais civis encontraram 68 galos e 23 galinhas empilhadas nas jaulas em três níveis. Devido ao grande número, os animais ficaram no local sob o monitoramento.

 

Segundo relatos dos auditores fiscais do Instituto, o espaço dificultava a movimentação dos galos ou galinhas de fazer qualquer outro exercício como pular, bater asas ou ciscar, comportamentos naturais da espécie. Nesses recintos em que os galos permanecem a maior parte da vida, os animais têm espaço apenas para ficar de pé e se deitarem.

 

“Além de desconfortáveis para as aves, permitiam pouca entrada de luz, bem como dificultavam a ventilação de ar, o que predispõe os animais a infecções pulmonares, podo dermatites, distúrbios metabólicos e comportamentais”, acrescentou Victor Santos, diretor de Fiscalização do Brasília Ambiental.

 

Constatou-se ainda, no local, que os animais permaneciam em contato com os próprios excrementos. Os galos encontrados nos galpões apresentavam mutilações relacionadas à preparação desses animais para ganho de desempenho no momento dos duelos. Na região da cabeça, foi possível constatar que a maior parte das cristas, das barbelas dos brincos foram mutiladas, assim como as esporas naturais.

 

Rinhas – De acordo com os policiais, apesar de não ter sido flagrado a rinha no momento da vistoria, foram achados apetrechos individuais para os animais e todo um aparato para promoção das lutas. Além de uma arena de rinhas com sinais de uso, foi encontrada uma balança para pesagem dos animais, cronômetro digital para marcação do tempo de luta e um caderno com anotações com nomes e valores das apostas relacionadas às disputas, bem como a venda desses animais.

 

Em sua defesa, o infrator disse que “criava os galos para alimentação”. Porém, em um caderno de anotações, observou-se que o galo mais barato vendido foi de R$ 300. Ele foi autuado na Lei 4.060/2007, a qual proíbe a briga de galo e consignam atos de maus tratos relacionados ao manejo específico e inadequado das aves.

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