Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
28/08/13 às 18h51 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Operação Abatedouros fiscaliza região do Gama

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) começou, nesta segunda-feira (26/8), a Operação Abatedouros. Nesta primeira semana foram fiscalizados dois estabelecimentos, ambos na região administrativa do Gama. No primeiro nenhuma irregularidade foi encontrada, dentro dos 13 itens ambientais averiguados. No segundo, foram detectados extravasamento de efluentes líquidos e a inexistência da reserva legal, que é uma condicionante para o licenciamento ambiental. Multado em R$ 1.402,00, o proprietário tomou as providências, ainda durante a fiscalização, para resolver a primeira irregularidade. Com relação à segunda, recebeu um prazo de 10 dias para iniciar o processo de averbação da reserva legal.

Ao entrar nos estabelecimentos os fiscais observaram a existência de licença ambiental, tratamento de efluentes, destinação de resíduos, serviço de compostagem, e ainda o desenvolvimento de outras atividades passíveis de licenciamento ambiental.

Segundo o secretário de meio ambiente e recursos hídricos, Eduardo Brandão, a operação teve início no Gama porque foi flagrado naquela região administrativa, no último dia 21, crime ambiental de maus-tratos a animais. Um abatedouro, situado no Núcleo Rural Ponte Alta, estava abatendo animais prenhos. Os fiscais identificaram tanto fetos prematuros como em período adiantado de gestação, o que é proibido pela Lei Distrital n° 4.060, de 18 de dezembro de 2007.

O secretário informou ainda que a operação está dividida em duas etapas. Na primeira, serão fiscalizados 20 estabelecimentos de animais de grande e médio porte (ovinos, caprinos e suínos), e na segunda, o foco serão os abatedouros de aves.

O auditor fiscal do Ibram Rômulo Abdalla, planejador da ação, lembra que a atividade de abate é considerada uma das de maior potencial poluidor e os principais impactos ambientais da indústria de carne e derivados estão ligados a um alto consumo de água, um alto consumo de energia e, principalmente, à geração de efluentes líquidos com alta carga poluidora, principalmente orgânica.

A proprietária do primeiro estabelecimento visitado, Juliana Maia, endossa as palavras do fiscal e ressalta a importância da fiscalização. “É de extrema importância porque possibilita um filtro a todo o processo ilegal. Temos todo o cuidado com os resíduos sólidos e os efluentes resultantes do processo do abate, porque sabemos ser uma atividade extremamente prejudicial ao meio ambiente, caso não seja feita da forma correta. E sabemos que existem muitos abatedouros clandestinos que não só prejudicam o meio ambiente, como criam uma concorrência desleal para nós que trabalhamos da forma correta”, lembrou.

A Operação, que tem previsão de durar um trimestre, continua na próxima terça-feira, dia 3, com a conclusão da região administrativa do Gama e o início da Ceilândia.

Brasília Ambiental - Governo do Distrito Federal

SEPN 511 - Bloco C - Edifício Bittar - CEP: 70.750-543