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25/03/13 às 21h06 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Na Mídia – Para aprender desde cedo

Como formar crianças mais conscientes e multiplicadores? A dica é, em casa e na escola, de forma lúdica, mostrar que o meio ambiente é frágil

(Matéria escrita por Cecília Pinto Coelho e publicada no caderno comemorativo do Dia Mundial da Água do Correio Braziliense, em 22 de março de 2013)

Longe da sala de aula e munidos de pás, peneiras e chapéus, os jovens, mangas arregaçadas, vivenciam uma aula totalmente diferente. Aprender a fazer a coleta de lixo, a medir a qualidade da água e a plantar. O projeto de ter aula na Fazenda, a cada 15 dias com alunos do 6º ao 8º ano de ensino fundamental de um colégio da Asa Sul, traz um tipo diferente de conhecimento: viver dentro da sustentabilidade e aprender a importância da água.

“Aqui é muito bom, a gente precisar tomar cuidado com o meio ambiente para não estragar tudo isso”, diz o estudante Pedro Henrique da Costa Vilarins, 13 anos. A professora de educação ambiental da turma do Pedro Henrique, Halina Jancoski, conta que os principais focos das atividades são: aumentar a conservação da água, evitar o desperdício do líquido e reduzir o uso dos recursos da natureza. “A educação ambiental é um instrumento para formar o cidadão com outra consciência”, afirma Jancoski. “A ideia é que sejam multiplicadores desse conhecimento”, completa.

Estabelecido pela Lei 9.795/99, esse tipo de educação é definida, em parte, como um processo por meio do qual constroem-se valores, conhecimentos e habilidades voltados para a conservação do meio ambiente, um bem de uso comum. “Quando esse aprendizado é feito desde cedo, a criança vivencia isso durante o processo de formação de opinião”, explica a professora.

Para a superintendente de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental do Ibram, Lélia Barbosa de Sousa Sá, as crianças são os maiores educadores. “Curiosas, querem descobrir o mundo e ensinar aos pais o que aprenderam”, diz. “A educação ambiental deveria nascer com a gente do berço”, completa.

Projetos

E, à frente do importante setor do Ibram, a superintendente alerta: o Instituto não faz apenas fiscalizações, mas desempenha papel primordial de educação ambiental. Há nove anos promove, por exemplo, o curso Reeditor Ambiental, cujo objetivo é formar os professores da rede pública e qualificá-los para realizar projetos de educação ambiental.

Entre 2004 e 2013, foram 57 instituições atendidas, 174 reeditores a mais e 23 mil alunos envolvidos em questões socioambientais. Só em 2012, passaram por lá 20 professores e 600 alunos.

Uma das professoras que fez parte da turma do ano passado foi Alice Sumihara, que desenvolveu com alunos do 8º ano do Centro Educacional 3 de Sobradinho um projeto focado no Ribeirão Sobradinho. “Desenvolvemos questões de poluição, de conscientização e da própria historia do ribeirão”, explica Sumihara. “Há tempos atrás, crianças brincavam lá e adultos lavavam roupas. Hoje, não há mais animais de tão poluído”, lamenta.

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