Governo do Distrito Federal
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27/07/20 às 17h19 - Atualizado em 6/08/20 às 8h53

Lei de criação de Unidades de Conservação completa 10 anos

A Lei Complementar 827/2010, de criação do Sistema Distrital de Unidades de Conservação (SDUC), completou uma década na última quarta-feira (22). A intenção da Superintendência de Gestão de Unidades de Conservação (SUCON) do Instituto Brasília Ambiental era comemorar a data com um grande seminário com a participação de especialistas sobre o tema. Porém, devido à pandemia, não foi possível. Mas a data não passa em branco, e sua importância é destacada.

 

“A programação era convidar os setores público, privado e sociedade civil do Distrito Federal para ouvirem especialistas sobre a importância das unidades de conservação, não só no que diz respeito às suas contribuições ao convívio social e à saúde física e mental da população, mas, principalmente, sobre a importância ecológica e também econômica que possuem”, explica a superintende da SUCON, Rejane Pieratti.

 

O DF conta com 82 Unidades de Conservação, sendo: quatro Áreas de Proteção Permanentes (APAs), 14 Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIEs), dez Parques Distritais, 31 Parques Ecológicos, três Estações Ecológicas (ESECs), uma Floresta Distrital, três Monumentos Naturais (MoNa), quatro Reservas Biológicas (Rebios), e 12 Refúgios de Vida Silvestre (RBS).

 

A superintendente afirma que em busca de espaço para exercícios físicos e contato com a natureza, a comunidade local vem valorizando cada vez mais seus Parques Ecológicos e Distritais, fato percebido pelo crescente aumento na frequência de usuários. Porém, ela lembra que a grande maioria não sabe que esses espaços são Unidades de Conservação, e muitos sequer fazem ideia do que isso representa.

 

Pieratti ressalta que as unidades são instrumentos de gestão ambiental e que a criação dessas unidades é de fundamental importância para a preservação do bioma Cerrado, proporcionando condições para pesquisas científicas, manejo e educação ambiental na busca pela conservação do meio ambiente.

 

O chefe da Unidade de Compensação Ambiental Florestal (UCAF), Willian Alves do Nascimento, endossa as colocações da superintendente. Ele enfatiza que há algum tempo a discussão sobre a necessidade de se promover a gestão sustentável dos recursos naturais tem sido posta nos holofotes do mundo. Mas destaca que, são nos dias atuais, que se tem de forma mais clara a dimensão dos efeitos nocivos, que o trato negligente e predatório com o meio ambiente, pode trazer à vida do planeta.

 

“Neste sentido, a conservação e a preservação dos recursos naturais assumem papel de grande relevância. O que, de forma prática, resulta no reconhecimento das unidades como pontos focais para a efetividade dessas ações”, completa William Nascimento.

 

Nascimento destaca que a LC 827 buscou traduzir para a realidade local as principais diretrizes traçadas no âmbito nacional para a criação, gestão e manutenção das UCs. A Lei apresenta entre seus objetivos a promoção da manutenção da diversidade biológica; e dos recursos genéticos, a restauração dos ecossistemas, a proteção das espécies ameaçadas do Cerrado, a valorização econômica, cultural e social da diversidade biológica no DF, além de outros objetivos desafiadores para a gestão dos recursos naturais locais.

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