Governo do Distrito Federal
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23/01/19 às 11h53 - Atualizado em 23/01/19 às 11h57

IBRAM na Mídia – Parque de Águas Claras: o verde no centro da cidade

(Matéria publicada pelo Correio Braziliense, no Especial Meu Parque, em 23 de janeiro de 2019)

 

Em meio à selva de concreto da cidade mais verticalizada do Distrito Federal, há uma área nobre destinada à qualidade de vida: o Parque Ecológico Águas Claras. Natureza e urbanização se unem e proporcionam momentos de lazer e de tranquilidade para a comunidade local. Inaugurado nos anos 2000, é um refúgio da agitação do dia a dia.

O ambiente agradável é um convite para reuniões entre amigos. Os estudantes Ricardo Mafra, 18, e Alice Custódio, 20, frequentam o local público desde pequenos e guardam lembranças de como era o espaço. “Há uns anos não tinha muita infraestrutura para receber o público, víamos mais mato do que qualquer outra coisa. Mas eu me divertia quando jogava vôlei com meus amigos”, relembra Ricardo.

Próximo ao lago é possível encontrar patos, capivaras, gansos, tucanos e bem-te-vis que vivem por entre os ipês, ingás e muitas outras árvores frutíferas encontradas nos 120 hectares de reserva. Os animais são lembrados com carinho por Alice. “A lembrança mais legal que tenho é de quando eu e outros amigos alimentávamos alguns patos que passeavam por aqui”, conta.

Existem outras opções de parques no Distrito Federal, mas este ganha a preferência dos dois estudantes. Segundo eles, as pistas de corrida são ótimas, “há quiosques e bebedouros por toda a área, que facilita para quem deseja ficar o dia inteiro. Além de ser bonito, aconchegante e arborizado, é seguro, não escutamos relatos de assaltos”, elogia Ricardo.

Recordação 

 

A administradora Francineide Soares Ribeiro, 43, apesar de morar no Recanto das Emas, é frequentadora assídua do Parque de Águas Claras. “Conheci quando morei aqui perto, não era nem parque ainda. Mas me apaixonei e volto sempre, seja sozinha ou com a família, porque aqui tem atividades para todo mundo, seja para caminhada, contemplação, brincadeira ou praticar algum esporte.”

Para Francineide, as visitas ao parque também proporcionam momentos de recordação, como na época em que passeava com mãe, que hoje está debilitada. “Eu sempre lembro de quando caminhávamos, ficávamos conversando em baixo das árvores, tomando cafezinho em baixo de uma cabana, é a cara dela”, recorda.

“Tenho muito orgulho do que isso aqui se formou. É um dos melhores parques de Brasília”. É assim que um dos responsáveis pela criação do local descreve o espaço. Morador de Águas Claras há 20 anos, José Júlio de Oliveira, 59 anos, conta que ajudou a reunir alguns moradores para defende a criação do parque. “Aqui antes só tinha mato, mas a gente organizava eventos com a população. Trilha com ciclistas, luaus e caminhadas. Essas mobilizações que foram transformando esse espaço em um parque estruturado, porque a população abraçou a ideia e desenvolveu afeto pelo parque”, destaca.

A preocupação em melhorar a qualidade de vida da família e da comunidade foi o que incentivou José Júlio, hoje aposentado, a lutar pelo parque. “Vivemos cercados por prédios, tudo cinza. Esse é um escape que a gente tem para relaxar. Vou sempre lutar para que tenha investimento, para que seja preservado e possamos usufruir desse refúgio. Não é em todo lugar que temos isso”, afirma.

Ele conta que sente um carinho especial pelo parque. “A história desse espaço se confunde com minha história e com a de Águas Claras. Crescemos juntos e vi meus filhos crescerem aqui. Tivemos vários momentos em família que ficarão guardados na memória. É muito importante para gente.”

Dentro do parque flui o córrego Águas Claras, que deu origem ao nome da cidade, e forma uma lagoa no centro da reserva. Em meio à vegetação nativa do cerrado preservada e áreas de reflorestamento, longas trilhas contornam o parque, oferecendo um ambiente agradável para a prática de corridas e caminhadas, e até mesmo contemplação da natureza. Mas vale ressaltar que ainda há usuários que passeiam com seus pets, mas não retiram o cocô dos cachorros. A questão do estacionamento em cima das calçadas externas ao parque é outro problema.

A prática de exercícios é a principal motivação da visita de Giocleides Cândido, 41, morador de Vicente Pires, que conheceu por acaso o parque. “Vi a grande quantidade de árvores e fiquei curioso para saber o que poderia ter aqui. Eu adorei o que encontrei, lugar bem projetado e bonito. Vou trazer minha namorada para conhecer no fim de semana”, afirma.

Ampliação

 

Criado com o objetivo de proteger o acervo genético da flora e da fauna nativas da região, áreas de nascente e recargas de aquíferos, em 15 de abril de 2000, pela Lei Complementar nº 287, a reserva possui uma boa estrutura, com trilhas para caminhadas, quadras de voleibol e futevôlei de areia, Escola da Natureza e uma unidade da Polícia Florestal. Além disso, oferece floresta preservada com riachos e dois laguinhos.

 

Em junho passado, os moradores de Águas Claras conseguiram sensibilizar o GDF com uma petição com mais de mil assinaturas e conquistaram a ampliação do Parque de Águas Claras. Parte da Residência Oficial do governador foi destinada à ampliação do espaço. No total, ele foi expandido em mais de 30 hectares, totalizando 120 hectares, ou seja, o equivalente a mais de 100 campos de futebol.

Segundo o administrador do Parque Ecológico Águas Claras, André Leopoldino, para este ano há diversos projetos que visam a melhorar a infraestrutura, segurança e acessibilidade no local, como a implantação de uma guarita na entrada recém-criada, próximo à EPTG, que facilitaria o acesso de moradores de outras cidades. “Além disso, temos projetos para dois plantios de 60 mil mudas e outro de 30 mil mudas, a criação do Bosque dos Heróis, em parceria com a polícia militar, para homenagear policiais que faleceram servindo”, conta.

Leopoldino afirma, ainda, que a prioridade é continuar melhorando a qualidade da infraestrutura que recebe cerca de 3 mil pessoas durante a semana e 6 mil nos finais de semana. “Estamos sempre correndo trabalhando para manter o parque limpo, podado e seguro para oferecer melhor qualidade de lazer a população, além de preservar o meio ambiente e a diversidade que temos aqui”, conclui.

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