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19/12/18 às 12h36 - Atualizado em 19/12/18 às 12h37

Ibram lança publicação com fotos de aves da Esecae

Finalizando as comemorações dos 50 anos da Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) lançou na manhã desta quarta-feira, dia 19 de dezembro, o livro Aves, Águas Emendadas – Oito fotógrafos e um destino. A publicação foi um dos resultados de uma pesquisa desenvolvido em 2011 por oito fotógrafos/observadores de aves – Bertrando Campos, Evando Lopes, Hugo Viana, João Martins, Roberto Aguiar, Rodrigo D’Alessandro, Tancredo Maia Filho e Margi Moss. Traz os registros de 231 espécies já avistadas na região, entre as quais a rara águia-pescadora (Urubitinga coronata), além de mais 21 novas, aumentando a lista oficial da avifauna da Esecae, hoje estimada em um total de 328 espécies.  Além das imagens, há resumos sobre as famílias e características de cada uma delas.

 

Durante o evento, que contou com a presença do presidente do Instituto, Aldo Fernandes, dos servidores do Ibram e convidados, foram distribuídos mais de cem exemplares e autografados pelos oito fotógrafos. “Estamos hoje com o sentimento de plena realização, pois finalizamos mais uma etapa do projeto iniciado há sete anos a trás e, além disso, sabemos que estamos contribuindo para o trabalho de educação ambiental e os projetos de alta qualidade realizados pelo Ibram”, comemorou Tancredo Maia Filho, editor e organizador desta edição.

 

Clique na imagem e conheça a publicação.

 

Estação Ecológica de Águas Emendadas

A Esecae é uma das mais importantes reservas naturais do DF, onde ocorre o fenômeno único da união de duas grandes bacias da América Latina, a Tocantins/Araguaia e a Platina, em uma vereda de 6 km de extensão. Sua área de cerrado, com 10 mil e 547 hectares, praticamente intacta, abriga fauna ameaçada de extinção, como a anta e a suçuarana, entre outros, sendo de grande importância para a realização de pesquisas científicas.

 

Em 1992, a Esecae foi declarada pela UNESCO área nuclear da Reserva da Biosfera do Cerrado e recentemente se tornou o sexto lugar do mundo e o primeiro da América Latina a receber o Escudo de Água e Patrimônio do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos-Holanda).

 

Além da relevância ambiental, a importância histórica e patrimonial da Estação também é marcante, tendo aparecido já no primeiro registro feito da região, durante a Expedição Cruls. O Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central, coordenada pelo cientista belga Luís Cruls, a pedido do Imperador Pedro II, em 1892, já registrava o fenômeno hidrológico conhecido hoje como “Águas Emendadas”, que acabou por se tornar uma referência na escolha da área que abrigaria, quase um século depois, a Capital Federal.

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