Governo do Distrito Federal
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26/07/17 às 21h08 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

IBRAM ajuda a evitar o transporte irregular de madeira

Na manhã da última terça-feira (25), o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) recebeu o contato da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre uma carga de madeira que estava sendo transportada na BR-020 e o caminhão pegou fogo. “Havia uma desconfiança muito bem observada pela polícia sobre a legitimidade do Documento de Origem Florestal (DOF) apresentado pelo motorista”, comentou o superintendente de Fiscalização, Auditoria e Controle Ambiental do IBRAM, Ramiro Hofmeister.

Nos documentos fiscais apresentados, a madeira era oriunda do estado do Amazonas e tinha como destino final a cidade de Ribeirão das Neves (MG). Porém, foi observada incompatibilidade entre a data de emissão do DOF e a chegada do caminhão à Brasília considerando as diferentes modalidades de transporte indicadas no DOF. “Não haveria tempo hábil para a chegada, considerando que o transporte envolveu transbordo em balsa”, disse a auditora fiscal do IBRAM, Karina Torres.

Coube ao IBRAM analisar o documento que não estava de acordo com o informado no sistema. Após a confirmação da ilegalidade, a madeira foi apreendida e o dono do caminhão multado. A madeira foi entregue na EMATER que disse e vai destiná-la ao cercamento de Áreas de Preservação Permanente (APP) em função da crise hídrica.

“Esta mercadoria provavelmente veio de desmatamento ilegal da Amazônia . O DF vem sendo utilizado como rota da madeira  proveniente dessa região e por isso  intensificamos esse tipo de ação de fiscalização, contribuindo para coibir o desmatamento”, completou Hofmeister.

Grande parte da madeira nativa comercializada no Brasil tem sua origem em desmatamentos ilegais e sua origem é “esquentada” utilizando-se do mesmo subterfugio deste caso. A fraude ocorre quando comerciantes varejistas deixam de dar baixa no sistema de controle no momento da venda de suas mercadorias, ficando com crédito virtual. Este crédito é posteriormente vendido ao desmatador para acobertar madeira ilegal. No caso em questão, os auditores desconfiam que nem a espécie da madeira bate com o que consta no DOF. Amostras do produto foram encaminhadas para o Laboratório de Produtos Florestais para análise.

O IBRAM tem trabalhado, com o apoio do setor de inteligência do IBAMA, no comércio do DF visando coibir essa prática.

 

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