Governo do Distrito Federal
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12/06/14 às 13h42 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Ibram adota Roteiro Metodológico para elaboração de Planos de Manejo

Metodologia objetiva, porém flexível. Pode-se dizer que essa será a tônica da nova forma de fazer Plano de Manejo dos parques e das Unidades de Conservação sob a gestão do Ibram. Isso vai ocorrer a partir da adoção do Roteiro Metodológico para a Elaboração do Plano de Manejo, produzido pela consultoria da Unesco. “Os Roteiros Metodológicos têm o objetivo de uniformizar conceitos e metodologias para elaboração de Planos de Manejo para as diversas categorias de unidades de conservação, fixando diretrizes para o diagnóstico da unidade, zoneamento, programas de manejo, prazos de avaliação e de revisão e fases de implementação”, explica Ana Lira, gerente da Geuni (Gerência de Planejamento de Unidades de Proteção Integral).

“Até hoje a maioria dos planos de manejo do Instituto foram contratados. O que tem gerado um alto custo para o órgão, porque mesmo sendo contratados formam-se comissões do Ibram para acompanhar a produção do plano. Essa prática onera demais os servidores, porque gera uma carga de leitura muito grande e acabamos passando boa parte do nosso knowhow para as empresas contratadas, que pouco sabem da rotina das áreas e seus históricos. Os documentos resultam em centenas de páginas. Os diagnósticos são muito extensos. O que, inclusive, não é comum em Planos de Manejos de outros lugares do mundo, onde esses documentos costumam ser mais diretos. Nos Parques americanos e africanos, por exemplo, um Plano de Manejo costuma ter cerca de 100 páginas, e são exemplos de gestão, em geral.”, conta Ana Lira. O planejamento dessas áreas é mais focado nas ações necessárias para alcançar seus objetivos de conservação, focado nos programas específicos, como programas de uso público e visitação, de educação ambiental, interpretação ambiental, de fiscalização, dentre outros.

A gerente ressalta que odiagnóstico é muito importante, mas da forma que vem sendo feito, com excesso de volume, raramente é consultado. “Há muita informaçãoindispensável, mas também algumas desnecessárias.É claro queodiagnósticoé fundamental na tomada dedecisões. Mas não precisamos esgotar todas as informações da área no Plano.Muitas vezes esses diagnósticosnão têm rebatimento no planejamentoe/ouno zoneamento”,revela. Ela destaca que o Roteiro Metodológico vem pra quebrar um pouco com isso e estabelecer uma forma de trabalho com muitos ganhos, além do Plano de Manejo.Vem facilitar a padronização dos processos de elaboração de Planos de Manejo e o desenvolvimento de uma metodologia própria que atenda às necessidades específicas das Unidades de Conservação Distritais, conferindo objetividade e operacionalidade aos Planos de Manejo, simplificando sua implementação.

Segundo Ana Lira o Roteiro estabelece três caminhos: Plano com consultoria especializada; com contratação apenas de estudos complementares; e feito integralmente pela equipe do Ibram. “Poderemos contratar todo o Plano, em situações em que a equipe do Ibram estiver envolvida com outros trabalhos. Contrataremos alguns estudos que julgarmos necessários, em situações, por exemplo, que não tivermos a mão de obra específica. E poderemos elaborar totalmente o Plano com os talentos do próprio Instituto”, esclarece.

Ana também destaca que essa metodologia torna o Plano de Manejo uma responsabilidade que sai da “caixinha” Sugap/Geuni. “Não trabalharemos só com os servidores da área específica. Profissionais de qualquer área, que tenham conhecimentos em condições de contribuir com o Plano, poderão ser chamados a participar. A tônica do Roteiro Metodológico é capturar os talentos existentes no órgão, valorizando a equipe técnica da Casa. O que contribui para a integração dos servidores”, salienta.

A gerente informa ainda que o primeiro Plano utilizando a nova metodologia será o do parque Olhos D`água. A expectativa é que ele esteja pronto até o final do ano. Hoje o DF conta com 73 parques e 22 Unidades de Conservação. Boa parte das Ucs tem Plano de Manejo, mas poucos parques possuem este instrumento. Para Ana Lira a adoção do Roteiro Metodológico é uma iniciativa muito boa, que a longo prazo terá efeitos muitos favoráveis para a política de conservação das UCs do DF, contribuindo para a efetiva conservação das áreas protegidas e valorização da expertise dos servidores da casa.


Veja aqui o Roteiro Metodológico.

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