Governo do Distrito Federal
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14/12/15 às 10h46 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Gestão compartilhada e parceria com a iniciativa privada, ideias defendidas no I SeSuc

“Vamos ter aqui a oportunidade de usufruirmos de informações muito importantes para quem vive no Distrito Federal, onde 90% da área é de proteção ambiental… É um território que precisa ser cuidado…somos os guardiões desse patrimônio. Este Seminário objetiva nos dar ferramentas de decisões sobre ele..” As declarações são da presidente do Ibram, Jane Villas Bôas, feitas na abertura do I Seminário de Sustentabilidade das Unidades de Conservação Distritais (I SeSuc), que reuniu mais de 150 pessoas. O evento começou na tarde desta quinta-feira (10/12), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), órgão que, junto com a Secretaria de Meio Ambiente, é parceiro do Ibram na realização do evento.

O Secretário de meio ambiente, André Lima, endossou as palavras da presidente do Instituto, lembrando que os objetivos do Seminário estão em consonância com o dispositivo constitucional que incumbe ao poder público e a comunidade defender o patrimônio ambiental. “Este seminário vai buscar formas de gerir, compartilhadamente, as Unidades de Conservação e parques sem que o poder público perca a responsabilidade sobre eles. Teremos aqui instrumentos para ousar nessa área”, ressaltou o secretário.

Palestras – A primeira palestra, feita pelo superintendente de gestão de áreas protegidas (Sugap), Leonel Generoso, abordou a gestão e o manejo das UCs distritais. Ele fez um resgate histórico dos ciclos de áreas protegidas do DF, que iniciou na década de 50, falando também das perspectivas futuras desses espaços.

“Temos que definir parceiros…ampliar e capacitar o quadro de profissionais envolvidos… e ampliar o sentimento de pertencimento dessas áreas pela comunidade”, destacou o superintendente, lembrando que 41 dos 74 parques do DF estão dentro da Áreas de Proteção Ambiental (APA’s).

Ana Luiza Riva, diretora executiva do Instituto Semeia, segunda palestrante, disse que o grande desafio da área ambiental é responder a questão: “como garantir que as futuras gerações recebam este patrimônio ambiental preservado?”. Ela ressaltou que 18% do território brasileiro são preservados, são parques, mas não são espaços que atraem a comunidade. Citou vários problemas dessas áreas, entre eles a falta de plano de manejo, o que contribui, entre outras coisas, para a sociedade não ter senso de pertencimento delas.

Para Ana Riva, a solução para muitos dos desafios da gestão de área protegidas no DF passa por encontrar modelos híbridos que aproximem o setor público do setor privado. “E isso tem um senso de urgência”, enfatizou.

Além da presidente do Ibram e do Secretário de Meio Ambiente, participaram da Mesa de abertura do I SeSuc a promotora de justiça de Meio Ambiente, Cristina Rasia Montenegro, e  a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro. O evento continua nesta sexta-feira (11) com palestras e debates das 9hrs às 18hrs.

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