Governo do Distrito Federal
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27/09/13 às 17h32 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Fiscais do Ibram encontram favela na Reserva Biológica do Guará

Lixo, muito lixo, casebres de caixas de madeira e lona, criação de porcos, galinhas, entre outros animais, vegetação natural degradada e indícios de lançamento de resíduos de concreto na rede de águas pluviais que deságua no córrego do Guará. A descrição é parte do cenário encontrado pelos fiscais do Ibram (Instituto Brasília Ambiental) na área 30 da Reserva Biológica do Guará em operação realizada, na manhã desta sexta-feira, 27.

A ação, que atendeu a solicitação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), envolveu 18 fiscais, divididos em quatro grupos que varreram 29 pontos da Reserva. Ao todo foram expedidos 18 autos de infração e um termo de apreensão (foi apreendido um galo de campina). Entre os autuados estão onze empreendimentos comerciais e industriais situados dentro da Reserva.

Os infratores autuados têm 10 dias para comparecer ao Instituto e apresentar suas defesas. Elas serão analisadas pelo órgão, que decidirá as mediadas cabíveis a tomar.

De acordo com o auditor fiscal Vítor Carlos, coordenador da equipe de fiscais que atuou na área 30, “o grande dano ambiental verificado é que na região invadida a vegetação natural foi suprimida e os barracos erguidos, junto com todo o lixo existente, impedem a recomposição dela”.

Mas o fiscal alertou também pro quadro social. “É difícil retirá-los pelas suas características sociais e econômicas. Faremos um relatório para identificar a situação de forma completa, e encaminharemos aos órgãos sociais”, disse, referindo-se aos moradores da favela existente dentro da reserva, que não apresentavam nem condições de serem identificados civilmente como infratores ambientais.

A Reserva Biológica do Guará foi criada em 1988, abrangendo parte do antigo Parque do Guará (outra parte se tornou o Parque Ecológico Ezechias Heringer, ao sul). É uma área de proteção ambiental de 162 hectares, localizada na nascente e ao longo do Córrego Guará, entre as regiões administrativas do Guará e do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). É cortada pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG), que separa a parte sul (conhecida como área 29) da norte (área 30).

Sua vegetação é típica de cerrado, de região de mata ciliar. Junto ao Zoológico e à Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Riacho Fundo, compõe um importante corredor ecológico, que chega até o Lago Paranoá.

Participaram também da Operação: Secretaria de Operação Social (Seops), Terracap, Agefis, Administração do Guará e Polícia Militar.

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