Governo do Distrito Federal
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24/01/18 às 15h23 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Licenças do IBRAM ajudam no fim do Lixão

Com a desativação do Aterro Controlado do Jóquei, conhecido como Lixão da Estrutural – que chegou a ser o segundo maior do mundo – e o inicio de pleno funcionamento do novo Aterro Sanitário de Brasília, localizado em Samambaia, o Distrito Federal ingressa em uma nova e correta gestão de descarte de resíduos. Mas, para que se viabilizasse essa iniciativa histórica, a participação do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) foi definitiva, ao realizar o licenciamento ambiental do novo espaço de despejos e de pelo menos dez Centros de Triagem de Resíduos Sólidos (CTR).  Além disso, permitiu a criação, pela comunidade, de mais de 60 Pontos de Entrega Voluntário de Lixo (PEV), outra atividade que garantiu o sucesso da estratégia do governo para por fim ao que o governador Rodrigo Rollemberg chamou de “uma ferida aberta no coração do DF”, ao decretar oficialmente seu fim.

“Demos prioridade para todo e qualquer processo que trate de resíduos, tanto o aterro quanto espaços privados, pois temos consciência que quanto mais empreendimentos que trabalhem com a destinação correta dos resíduos, maior a vida útil do Aterro Sanitário de Brasília, que pode variar de 10 a 50 anos”, explicou a gerente de Licenciamento de Obras de Infraestrutura, Fernanda Zanini. O novo aterro foi projetado para comportar 8,13 milhões de toneladas de rejeitos (materiais não reutilizáveis), utilizando técnicas que evitam riscos ao meio ambiente e assegura o correto tratamento dos resíduos, conforme previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010). São exemplos a impermeabilização do solo, o sistema de drenagem e a compactação diária, que reduzem o volume do lixo e evitam a contaminação de áreas vizinhas e a proliferação de animais, como roedores e urubus.

LIXO SELETIVO – Entretanto, o sucesso do novo aterro depende muito da ajuda da população, como avalia outro técnico do IBRAM que se envolveu diretamente nessa grande operação. A  chefe do Núcleo de Licenciamento de Saneamento Básico do IBRAM, Janaína Araújo ressalta a importância da população realizar a separação do lixo. “O sucesso do aterro depende da separação do lixo nas residências, pois quanto menos materiais virarem rejeitos e mais recicláveis, maior o tempo de vida do aterro. Mesmo nos locais que ainda não possuem coleta seletiva, temos que aprender a separar desde já”, diz ela. Nesse sentido, o IBRAM vem participando de reuniões com outros órgãos do GDF, como o Serviço de Limpeza Urbana do DF, SLU, para se integrar em campanhas que sensibilize a sociedade em relação a novos hábitos em relação ao lixo.

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