Governo do Distrito Federal
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17/02/20 às 8h29 - Atualizado em 21/02/20 às 9h31

Fauna das unidades de conservação: saiba como conviver

O Parque Ecológico Olhos d’Água, administrado pelo Brasília Ambiental, localizada na Asa Norte, recebe centenas de visitantes por dia, interessados na prática de exercícios ao ar livre ou na contemplação da natureza local. Há alguns anos, entre os meses de novembro a fevereiro, vem sendo observado um grande número de lagartas da família megalopygidae no parque, com coloração preta e manchas brancas nas extremidades, distribuídas espaçadamente nos troncos das árvores.

 

As populações de insetos e animais peçonhentos costumam aumentar significativamente com a chegada do período quente e chuvoso do ano no Distrito Federal. O Brasília Ambiental é responsável por 65 parques, eles são unidades de conservação da fauna e flora, por isso é bom ter cuidado ao visitar esses locais durante essa época.

 

“Nesse período do ano, os animais são mais frequentes, então é necessário cuidado ao se encostar nas árvores, sentar na grama e sempre usar roupa apropriada para o local. Que têm alergia deve andar sempre com remédios e usar repelentes”, afirmou Lorena Carneiro, agente de Unidade de Conservação do Instituto.

 

A lagarta é uma das espécies mais vistas e podem provocar acidentes como queimaduras que, embora sejam de baixa gravidade e de rápida recuperação, em alguns casos merecem atenção. No ano de 2018, foi amplamente observada a aparição da espécie lonomia obliqua  (lepidoptera: saturniidae) no DF, conhecida por causar lesões e até reações mais graves, como insuficiência renal e quadro hemorrágico, em pessoas que mantiveram contato com a mesma.

 

Não há registros de acidentes graves com a espécie apistosia cf. judas, podendo causar apenas leve desconforto em caso de contato direto com os pelos da lagarta. Entretanto, a identificação destes indivíduos é fundamental para orientar corretamente os visitantes do parque sobre os eventuais perigos que a espécie pode causar, mediante o contato com pessoas. Por isso, o Instituto vem realizando pesquisas de espécies encontradas em suas UC’s com apoio de órgãos do GDF e tem informado a população sobre seus riscos.

 

Boas práticas

Importante destacar que, além dos lepidópteros (mariposas e suas larvas), outros animais peçonhentos como escorpiões, serpentes, aranhas, himenópteros (abelhas, formigas e vespas), coleópteros (besouros), quilópodes (lacraias), também podem causar acidentes, sobretudo em ambientes naturais. Por isso, existem boas práticas que devem ser observadas e seguidas por visitantes de parques e Unidades de Conservação, visando evitar acidentes desta natureza.

 

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São algumas das recomendações:

  • Observar antes de encostar em árvores, galhos, bancos, ou qualquer estrutura próximo à árvores ou ambientes naturais. Muitos acidentes ocorrem no momento do contato acidental com estes organismos, que por defesa, acabam deferindo suas presas, ferrões, cerdas, espinhos nas vítimas.
  • Sempre usar calçado apropriado para ambientes naturais (tênis, bota, botina ou calçado fechado) e observar onde pisa ao caminhar em meio à natureza ou áreas rurais;
  • Permanecer nas trilhas demarcadas, não abrir novas trilhas ou adentrar em áreas de vegetação natural sem autorização;
  • Não remover galhos ou sentar no chão sem antes conferir se há qualquer inseto ou animal peçonhento escondido na vegetação;
  • Não tentar coletar estes animais sem autorização dos órgãos ambientais competentes;
  • Evitar se aproximar de colmeias, tocas, buracos na terra, cupinzeiros ou ninhos de animais;
  • Examinar calçados, roupas pessoais, bolsas, toalhas, antes de usá-los;
  • Depositar o lixo/resíduo em local apropriado (lixeiras).

 

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Em caso de acidente, como proceder?

  • Busque atendimento médico e informe ao profissional de saúde o máximo possível das características do animal, como: tipo do animal, cor, tamanho, local do incidente;
  • Em caso de acidente nas unidades de conservação e parques Distritais, procure a equipe técnica ou de segurança para acionar o socorro, em caso de acidentes graves (serpentes, escorpião, lagarta “lonomia obriqua”);
  • Manter a vítima em repouso e com o membro acometido elevado, até a chegada do pronto socorro;
  • Se possível, lavar o local com água corrente;
  • Não tentar remover o veneno com a boca ou apertando o local acometido.

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