Governo do Distrito Federal
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3/04/17 às 19h39 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Ezechias Heringer começa a ser devolvido à comunidade

O Parque Ecológico Ezechias Heringer está sendo devolvido à comunidade do Guará. É assim que é entendido, por agentes de unidades de conservação e parques e pela comunidade da Região Administrativa, o processo de retirada das ocupações irregulares do parque – algumas com mais de 20 anos – e que tomam conta de 70% da unidade de conservação. A retirada começou, efetivamente, no mês de janeiro. A operação até agora abrangeu a área 28 do parque, na qual constavam as chácaras 05, 09, 09ª, 12, 13, 14, 15 a 19, 20, 26, 27,28, 30, 31, 32, 33-I, 34, 35, 37, 38, 39, 43-I, 46, 44A, 48, 48-A, 48B-N e 49-N. E ainda os lotes 01, 03,04,05,06,09 e 10 da Reserva Biológica do Guará. A expectativa é que o trabalho seja concluído até o final do ano.

“A desocupação é extremamente importante, pois as invasões deixam o parque em situação preocupante. Os prejuízos ambientais são imensos. Os ocupantes estão instalados nas áreas próximas ao córrego do Guará. Não há como visitar a lâmina d`água sem passar por uma ocupação”, desabafa a agente de unidade de conservação e parques Simone de Paula Miranda Abreu.

A agente explica que os ocupantes irregulares respondem na Justiça por não permitirem a regeneração natural da natureza. “Ainda não há um estudo técnico dos danos ambientais. Porém, há danos visíveis como: fossas negras; desvio de água; poluição do lençol freático; drenagem de água dos campos de murundus; poluição do córrego por agrotóxico usado na produção de hortaliças; criação de gado, que causa compactação do solo; retirada das aves nativas e plantio de espécies exóticas; queima de lixo, entre muitas outras irregularidades”, lamenta Simone. Mas ela garante que o Cerrado tem grande potencial de recuperação.

A agente de unidades de conservação e parques Sara da Silva Barreto lembra que, embora o parque só tenha sido criado em 1998, pela Lei Distrital 1.826, desde 1960 o local já estava destinado a ser uma UC. “O engenheiro agrônomo Ezechias Heringer, homenageado com o nome do parque, veio para o Distrito federal junto com o Juscelino Kubitschek e criou várias áreas de preservação, como a Fazenda Água Limpa, o Parque Nacional, este parque (Ezechias), entre outras. Em 1960 a Terracap passou várias áreas para o GDF com a destinação de serem UCs e entre elas a área deste parque”, informa.

Riquezas Naturais – O parque Ezechias Heringer está localizado na Área de proteção Ambiental (APA) do Planalto Central. Conta hoje com uma área de 345 hectares. É rico em nascentes que abastecem o córrego do Guará que, junto com o córrego do Riacho Fundo, desagua no Lago Paranoá. Com relação à flora, tem várias orquídeas, campos de murundus, mata de galeria, cerrado ralo e cerrado mais típico. Sua fauna é composta por capivaras, lagartos, muitos pássaros (quero quero, paranoar, carcarás, tesourinha, pica pau da cabeça amarela), vários peixes, corujas buraqueiras entre outros animais.

O parque oferece para o lazer da comunidade coopervia/ciclovia, parque infantil, quadra de vôlei de areia, duas quadras poliesportivas, PEC e ponto d e slack line. Funciona das 6hrs às 22hrs, possui iluminação noturna. Conta com uma frequência de cerca de 200 visitantes por dia durante a semana.

A desocupação do parque é uma ação do GDF, que criou em 2013 a Comissão de Regularização Fundiária, envolvendo vários órgãos (Agefis, Terracap, Novacap, SLU, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e IBRAM). A Comissão estabeleceu etapas e os critérios da retirada dos ocupantes irregulares. 

 

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