Governo do Distrito Federal
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22/10/13 às 19h27 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Estudo sobre ruído veicular pode ser ferramenta para planejamento urbano

Um estudo sobre ruído ambiental, com foco no ruído veicular na região central de Brasília, foi apresentado aos servidores do IBRAM na quarta-feira (16). “É um excelente instrumento de capacitação, e poderá ser utilizado também para zoneamento e planejamento urbano”, avalia Rodrigo Santos, analista ambiental da Gerência de Monitoramento de Qualidade Ambiental e Gestão dos Recursos Hídricos (Gemon).

O estudo foi contratado pelo IBRAM via Unesco, em agosto de 2012,  e foi apresentado aos servidores pelo Dr. Sérgio Garavelli (UCB).  Avaliou o impacto sonoro provocado pelo transporte rodoviário em Brasília. Foram elaborados mapas estratégicos de ruído na Asa Norte, Asa Sul e Eixo monumental, indicando o percentual das pessoas incomodadas e a área afetada pela poluição sonora.

Entre outras informações, a conclusão do trabalho indica que apesar do grande número de veículos que trafegam nas vias S1 e N1 do Plano Piloto, o número de residências e prédios comerciais e administrativos afetados diretamente pelo ruído gerado é relativamente pequeno.

De acordo com a etapa de discussão do trabalho o ruído gerado pelas vias da área central de Brasília que é, essencialmente, administrativa, atinge um pequeno número de residentes. Outro fator, segundo o trabalho, que explica a pequena população exposta na faixa de ruído mais significativa é a distância relativamente grande entre as vias principais de tráfego e as residências. “Vias com potencial de fluxo elevado, distantes de residências, é uma boa prática para a melhoria do clima acústico de uma cidade”, relata a parte de discussão do Estudo.

Transporte predominante – O Estudo destaca também que em Brasília o transporte individual é muito utilizado, em detrimento do coletivo, o que provoca um aumento significativo da quantidade de veículos nas vias. “Além dos congestionamentos, que já são comuns nos horários de pico, o crescimento acelerado da frota e a opção pelo transporte individual provocam um aumento da contaminação acústica. Os dados referentes à composição de veículos, percentual de veículos leves e pesados, mostram que aproximadamente 95% dos veículos são leves e são os responsáveis pelo transporte individual”, constata.

Os resultados do Estudo indicam que 18,3% da população está exposta ao parâmetro acústico Ln superior a 55 dB(A), limite superior indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicando a necessidade da implantação do PPR (Plano de Redução de Ruídos).

São destacados também no trabalho que os níveis de pressão sonora, gerados pelo tráfego rodoviário nas vias Eixo Central, Eixos L e W, W3 e L2 apresentam um potencial de impacto significativo na população residente próximo às vias em estudo, o que não ocorre para os habitantes do interior das quadras.  É ressaltado ainda que foram identificadas escolas e hospitais em zonas com os parâmetros acústicos acima do limite imposto pela Legislação.

Distúrbio no sono – Os resultados apontam somente uma pequena parcela da população que apresenta distúrbios no sono provocado pelo tráfego rodoviário. Porém, ressalta que há um grande número de reclamações junto ao IBRAM  em relação ao ruído gerado pelos estabelecimentos comerciais, do tipo bares e similares, que funcionam no período noturno.

PRD – Por fim, o Estudo aponta sugestões para a elaboração de Plano de Redução de Ruídos (PRD). Para o caso de Brasília é fortemente recomendado estudos de mobilidade urbana e promoção de transportes públicos. Os dados revelam uma grande quantidade de veículos que acessam a região administrativa no período da manhã, sendo que no final da tarde esta tendência é invertida. “Um sistema de transporte público com baixa emissão de poluentes, eficiente e integrado irá transferir parte dos usuários de veículos para o outro modal de transporte”, defende o Estudo. 


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