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27/11/12 às 20h00 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

Educação a serviço do meio ambiente – Alunos fazem da sala de aula um espaço de pesquisa e conscientização

“Quem conhece o ribeirão Sobradinho, cuida dele”. Foi assim que os alunos Gustavo Henrique e Thalles Gomes, do 8º ano do Centro Educacional 03 de Sobradinho, decidiram se juntar aos outros colegas e realizar uma pesquisa na comunidade onde vivem para descobrir se os moradores da região conhecem o ribeirão e o que fazem para preservá-lo. Para Thalles, o trabalho os ajudou a descobrir que o curso d´água precisa ser preservado. “Esta pesquisa ajudou a abrir a mente das pessoas”, disse Gustavo. Eles constataram, por exemplo, que a falta de cuidados dos moradores tem tornado a água do ribeirão Sobradinho inapropriada para consumo.

Durante a 9º edição do Congresso Reeditor Ambiental, realizado nesta terça-feira (27) no campus da UnB em Planaltina, Gustavo e Thalles se juntaram aos alunos de outras quinze escolas e apresentaram os resultados dos trabalhos desenvolvidos durante o ano. Ao longo de vários meses, alunos e professores participaram de trilhas educativas na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina, e aprenderam na prática questões relacionadas ao Cerrado: solo, vegetação, fauna, clima. Na volta para a sala de aula, eles escolheram temas ambientais a ser trabalhados – relacionados ao contexto da escola e da comunidade local –, aplicaram questionários e propuseram soluções, ações e medidas de conservação.

Em um outro estudo apresentado durante o Congresso – desenvolvido pelo Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Agroecologia e Sustentabilidade da Faculdade UnB de Planaltina -, moradores do assentamento Márcia Cordeiro Leite falaram sobre o reaproveitamento de água da chuva na comunidade. O trabalho foi intitulado “Chuva que cai, água que fica”. Plantio de árvores na escola, hortas comunitárias e ervas medicinais também estiveram entre os temas discutidos pelos alunos durante o evento. Os resultados foram traduzidos em pinturas, desenhos, músicas e teatro.

A superintendente de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental do Ibram, Lélia de Sá, destacou durante a abertura do evento que a educação ambiental gera atitudes positivas e que as crianças sempre se lembrarão do que foi ensinado ali. “Leve os aprendizados daqui para a casa de vocês e ajudem a colocar em prática estas noções de proteção ambiental”, afirmou aos alunos. O subsecretário de Sustentabilidade Socioambiental , Cadu Valadares, reforçou a importância de estabelecer vínculos com o meio ambiente e estimular os alunos a se relacionarem com aquilo que está ao redor deles. “A gente cuida de tudo aquilo que a gente gosta, conhece e está próximo”, destacou Cadu. Também participaram da abertura do evento a coordenadora de Educação Ambiental do Ibram, Tatiana Castro e o administrador de Planaltina, Nilvan Pereira.

Reeditor Ambiental

O projeto, desenvolvido por meio da metodologia NEPSO (Nossa Escola Pesquisa sua Opinião) do Instituto Paulo Montenegro, contemplou este ano cerca de 500 alunos. O objetivo é incentivar o protagonismo juvenil, estimulando os alunos a se envolverem nos assuntos ambientais.

Laboratório Social

Professor da UnB, Irineu Tamaio comentou durante o Congresso sobre a importância das atividades desenvolvidas. “Ações como esta permitem que os alunos construam suas próprias narrativas, representem o território onde vivem a partir de suas próprias imagens. Além disso, a escola se torna um espaço de pesquisa, contrariando a ideia de muitos de que a pesquisa só pode ser desenvolvida no âmbito da universidade, dos laboratórios”, afirmou Tamaio. Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela UnB e mestre em Geociências pela Unicamp, Irineu Tamaio atua na área de educação ambiental.

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