Governo do Distrito Federal
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1/11/13 às 11h29 - Atualizado em 17/12/18 às 11h24

DF terá ecopontos para substituir áreas de bota-fora clandestino

O Distrito Federal terá, até o próximo ano, 30 ecopontos distribuídos em toda a cidade. Os equipamentos serão construídos pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU), a princípio, nas regiões de Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Sobradinho 1, Gama, Asas Sul  e Norte.

A meta é que outros 70 sejam construídos. Eduardo Brandão, secretário de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (Semarh), explica que os ecopontos substituirão as áreas irregulares espalhadas pela cidade. “Hoje temos quase 600 áreas de bota-fora clandestino. Os ecopontos serão destinados para descarte de resíduos volumosos como sofás e resíduos da construção civil, em pequenas quantidades.

Segundo dados técnicos da Semarh, cerca de 49% destes resíduos são descartados por carroceiros, 13% por particulares e 37% por empresas. O lixão da Estrutural recebe cerca de 9 mil toneladas de lixo por dia. Sendo que 70% são resíduos da construção civil e os outros 30% de lixo domiciliar urbano e comercial. “Temos o maior lixão a céu aberto da América Latina e ainda pagamos caro para mantê-lo aberto, por não ser a disposição final adequada deste material”, explica Brandão.

Na nova política de gestão de resíduos sólidos do DF, a criação dos ecopontos são apenas uma das ações desenvolvidas para a mudança da realidade na Capital. “Com a instalação dos equipamentos, além da destinação correta do lixo, o governo poupará metade do que é gasto hoje em logística de recolhimento, por exemplo. Fora a possibilidade de reutilização do agregado resultante do resíduo da construção civil”, disse o secretário.

Outra ação em andamento pelo GDF é a criação das Áreas de Transbordo, destinadas, exclusivamente, ao recebimento de resíduos de construção civil em grande volume. Para o DF estão previstas oito áreas em diferentes Regiões Administrativas. A de Ceilândia e da Estrutural já estão em processo licitatório pela Novacap.

O Comitê Gestor de Resíduos da Construção Civil e de Volumosos, do qual a Semarh é a coordenadora, formado por diversos órgãos do GDF, tem metas a serem cumpridas no que tange à reutilização destes resíduos. Para 2014 o objetivo é utilizar 10% do agregado em pavimentação asfáltica, em 2015, esta porcentagem aumenta para 20% e em 2016, para 30%.

Para o DF ainda estão previstos a abertura do Aterro Sanitário Oeste, a implantação da coleta seletiva , além de todas as ações de inclusão de catadores. Recentemente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) repassou um apoio financeiro, não reembolsável, de 21,3 milhões para ser aplicado em projetos de inclusão de catadores. O dinheiro, que também recebe o mesmo montante de investimento do GDF, está destinado à instalação de 12 centrais de triagem e também prevê assistência dos centros, equipagem e capacitação dos trabalhadores. “São cerca de três mil catadores no DF recebendo, em média, um salário-mínimo por mês com a nova política de resíduos sólidos, temos a meta de aumentar esta renda em 50%, a princípio”, conclui Eduardo Brandão.

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