Governo do Distrito Federal
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14/06/21 às 9h19 - Atualizado em 14/06/21 às 9h19

Brasília Ambiental vai ampliar Conexão Verde

O projeto Conexão Verde, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental, dentro da Superintendência de Unidades de Conservação (Sucon), está em pleno processo de expansão. Executado atualmente no Centro de Práticas Sustentáveis (CPS), localizado no Mangueiral; e nos Parques Ecológicos Olhos D´Água (Asa Norte), Sucupira (Planaltina) e Riacho Fundo, a coordenação do programa organiza implantá-lo em mais três unidades, ainda a serem definidas.

 

Com orçamento – nessa fase inicial – de cerca de R$ 84,5 mil, resultante de compensação ambiental, o projeto atua com a divulgação de espécies do Cerrado para uso medicinal, com a finalidade de conservar e preservar o bioma. Assim como na identificação de espécies, produção de mudas, cursos, treinamento de voluntários, oficinas, rodas de conversa com as comunidades (suspensas devido à pandemia), entre outras ações.

 

“No momento, estamos nos adequando à situação, fazendo lives virtuais. A iniciativa está crescendo e contando com voluntários ligados às universidades”, comemora a coordenadora do Conexão Verde, analista de atividades do Brasília Ambiental, Rosângela Martines Echeverria.

 

A coordenação do projeto contabilizou, até o momento, 158 espécies identificadas nas Unidades de Conservação (UCs), sendo encontradas nos Parques Olhos D`Água (49), Sucupira (47) e Riacho Fundo (62), que já possuem canteiros, que se transformaram em jardins de medicinais.

 

Indicadores – Os resultados do Conexão Verde – desde a sua criação no ano de 2018 – revelam seus próprios indicadores de qualidade. Foram plantadas 100 mudas nos três canteiros; das quais 25 são espécies medicinais comprovadas; capacitação de 120 pessoas; produzidas 153 placas para identificação de arbóreas; produzidas mais de mil mudas; coletadas quatro mil sementes; e atendidos dois projetos, entre outras ações.

 

Além da Comissão que coordena, o Conexão Verde conta com a participação de 15 voluntários, entre aposentados e universitários, de servidores internos do Instituto, agentes de UCs, estagiários e brigadistas. Tem a participação ainda das benzedeiras do parque Ecológico da Asa Sul que, devido à pandemia, mantêm atendimento virtual.

 

“Temos como meta futuras do ‘Conexão Verde’, além da ampliação em mais três unidades de conservação, novos Acordos de Cooperação Técnica, transformação do projeto em programa, apoio institucionais, implementação de um banco de dados de espécies arbóreas do Cerrado, busca de mais recursos, entre outros”, afirma a coordenadora Rosângela Echeverria.

 

Estágios – Segundo a coordenação, o projeto Conexão Verde se desenvolveu em cinco etapas. Na etapa um, foram feitas melhorias e implantação no CPS. Em seguida, o foco foi o bioma Cerrado, com a identificação de espécies nas UCs, pesquisas, produção de placas para identificação de arbóreas, auxílio estrutural e de materiais aos viveiros, coleta de sementes e produção de mudas de espécies já identificadas como medicinais e outras.

 

Na etapa três foram feitas as construções dos jardins de plantas medicinais nas unidades. Já na etapa quatro, o enfoque foi o atendimento às comunidades com rodas de conversa, oficinas cursos e lives. E na quinta etapa, distribuição de mudas de plantas medicinais e fitoterápicos à comunidade do Parque Sucupira, numa parceira com a Secretaria de Saúde. A SES, tanto quanto o Instituto Federal de Brasília (IFB), participam do projeto  por meio de um Acordo de Cooperação firmado com o Brasília Ambiental.

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