Governo do Distrito Federal
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5/06/18 às 12h58 - Atualizado em 5/06/18 às 14h37

Bosque dos Tribunais recebe contribuições até dia 15 de junho

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Até o próximo dia 15 de junho é possível enviar sua contribuição ao Plano de Manejo do Parque Bosque dos Tribunais, uma imensa e privilegiada área de proteção no Setor de Administração Federal Sul que será alvo de uma pioneira experiência de parceria de gestão compartilhada de uma unidade de conservação no DF. O Acordo de Cooperação Técnica envolvendo o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, Segeth, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Superiores Eleitoral (TSE) e do Trabalho (TST) já foi assinado em fevereiro passado. As contribuições podem ser enviadas para o email: ibram.gecco@gmail.com

 

Com uma área de 58 mil metros quadrados, Parque Bosque dos Tribunais é um espaço de convivência para os servidores dos diversos órgãos públicos da área e para a comunidade em geral.  No último dia 30 de maio, o IBRAM promoveu uma Oficina de Planejamento Participativo (OPP) para tratar do assunto, com uma ampla apresentação do Plano de Manejo. O encontro foi no mezanino do Prédio dos Plenários, no STJ e a abertura foi conduzida pelo secretário-geral do STJ, Marcos Aurélio Brayner, que elogiou o fato do IBRAM retomar o projeto, após mais de uma década de ele ter sido pensado. “A falta de conhecimento faz muitos pensarem que preservar uma área pequena e tão próxima do ambiente urbano não é importante, mas o plano apresentado pelo IBRAM mostra  o contrário”, afirmou o secretário-geral.

 

Na apresentação do IBRAM, o aspecto destacado foi a primeira parceria compartilhada de uma UC.

 

A assessora-chefe de Gestão Socioambiental (AGS), Ketlin Feitosa, observou que o parque foi criado oficialmente em 2009, por um decreto do Governo do Distrito Federal (GDF), mas as discussões para dar essa destinação à área começaram em 1996. “Optamos por adotar um modelo de gestão compartilhada, entre o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e vários órgãos do GDF. Será a primeira vez que esse modelo será aplicado a uma UC no Distrito Federal”, esclareceu a assessora.

 

Ela frisou que a intenção é ouvir a comunidade, por isso o plano foi apresentado nessa Oficina Pública Participativa (OPP). “A partir desta sexta (1º), o plano ficará disponível no Portal do STJ e dos outros tribunais superiores, e também na página do IBRAM, instituição responsável pelo levantamento da área”, advertiu a gestora.

 

Na apresentação do plano, os técnicos do IBRAM destacaram a existência de uma riqueza biológica surpreendente no parque. O coordenador de Áreas de Conservação do Instituto, Paulo César Magalhães, declarou a adequação do espaço para um parque múltiplo, que irá promover a proteção ambiental e oferecer uma opção de lazer à população. “É um grande passo na nossa velha batalha para recuperar áreas verdes do DF”, enfatizou Paulo César. “Achei sensacional a ideia dos ‘fradinhos’, pequenos postes de concreto para cercar a área, que são melhores e mais econômicos do que as cercas”, exemplificou o coordenador.

 

O arquiteto e auditor de atividades urbanas do IBRAM, Pedro Braga Netto, informou sobre a realização do relatório do clima, relevo, mapa de ventos e meio biótico. “A área é típica do cerrado, um tipo de savana, com um índice pluviométrico pouco acima da média do DF, pela proximidade com o lago. O solo tem base de ardósia e o relevo é plano, apresentando pouco risco de erosão”, explanou o arquiteto. Segundo Pedro Braga, por essas características, a área é importante para a recuperação de lençóis freáticos. O solo de ardósia é mais permeável e por isso, seria útil para diminuir contaminações do Lago Paranoá.

 

Durante a OPP, o arquiteto e auditor de atividades urbanas do IBRAM, Pedro Braga Netto, informou sobre a realização do relatório do clima, relevo, mapa de ventos e meio biótico.

 

A engenheira do IBRAM Ana Lira apresentou as características do cerrado, o segundo maior bioma do país, com mais de 12 mil espécies de plantas e animais. Ela garantiu ser a área um importante corredor ecológico para a região. Apesar disso, há pouca proteção legal para esses biomas. Por isso, preservar qualquer área é importante. Foram identificadas mais de 95 espécies vegetais, 98% delas nativas do cerrado, como sucupira, orelha de macaco, jatobá e ipê”, explicou a engenheira.

 

O destaque da área são plantas leguminosas, de médio e pequeno porte, e as gramíneas. “Infelizmente identificamos algumas espécies invasoras, como a cana-do-reino, um tipo de planta que drena grandes quantidades de água e dificulta o nascimento de outras espécies. Mas existem também espécies nativas raras, como a sucupira preta, ameaçada de extinção em estados como Minas Gerais”, alertou Ana. Quanto à fauna, Ana Lira salientou  a avifauna presente. “Conseguimos identificar 6% das aves nativas do Distrito Federal como andorinhas, corujas buraqueiras, gaviões-carijó e até uma gralha-do-campo”, listou. “Foram encontrados, ainda, vários tipos de insetos e pequenos répteis”, finalizou a especialista.

 

A engenheira do IBRAM Ana Lira apresentou as características do cerrado, o segundo maior bioma do país, com mais de 12 mil espécies de plantas e animais.

 

Próximas ações

O secretário de Gestão de Território e Habitação do GDF, Thiago Andrade, ponderou a importância do diagnóstico do plano de manejo feito pelo IBRAM. “O projeto deve ser factível e atender às necessidades da comunidade. O impacto na região também deve ser levado em conta”, completou. Segundo o secretário, depois de concluídas as sugestões começarão as licenças para preparar a infraestrutura do parque. Ao final, ele elogiou o trabalho dos profissionais do IBRAM e da liderança do STJ no processo.

 

Confira a íntegra do relatório para o Plano de Manejo do_Parque_Bosque dos_Tribunais.

 

 

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OPP sobre o Parque Bosque dos Tribunais será dia 30 de maio

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