Governo do Distrito Federal
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10/06/20 às 8h59 - Atualizado em 18/06/20 às 9h39

Área ambiental lamenta perda do descobridor do Pirá-Brasília

A área ambiental brasiliense perdeu, no último dia 3 de junho, um de seus mais relevantes membros, com o falecimento do naturalista e pesquisador da área ambiental José Buitoni de Carvalho Silva, 90, vítima da Covid-19. Ele veio para Brasília na década de 50, durante a construção da capital convidado por JK para instalar e organizar o Jardim Zoológico de Brasília e foi o descobridor do peixe Pirá-Brasília (Simpsonchthys boitonei). O nome científico da espécie o homenageia.

 

Mesmo morando no estado do Espírito Santo, mantinha-se atento aos trabalhos de readequação da poligonal e recategorização da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Santuário de Vida Silvestre do Riacho e do Parque Ecológico dos Pioneiros, localizados na Candangolândia, região onde foi encontrado o peixe raro e endêmico.

 

De acordo com o analista de atividades ambientais do Instituto Brasília Ambiental, Renato Prado, Buitoni acompanhava com muito entusiasmo estes trabalhos porque entendia que eles preveem um efetivo incremento da proteção nessas Unidades de Conservação. “Proteção que vai contribuir para a preservação de todo o ecossistema do Pirá-Brasília, por meio da continuidade pontual da ARIE e da recategorização do Parque Ecológico para Parque Distrital Pirá-Brasília”, explica o analista sobre o entendimento do pesquisador.

 

Os servidores do Instituto são unânimes em reconhecer o legado de Buitoni à causa ambiental do DF, como também em agradecer sua dedicação e empenho, e se solidarizar com a família nesse momento da sua partida.

 

Pirá-Brasília – O peixe vive em pequenas poças d’água, em regiões pantanosas do Distrito Federal. Tem cor vibrante e não existe em ambientes naturais de nenhum outro lugar do Brasil ou do mundo. A espécie tem um ciclo de vida intrigante, que segue o regime de chuvas do Cerrado. Antes de cada estiagem, os pirás-brasília deixam ovos enterrados em meio ao lodo das poças d’água. Quando estas secam, a população adulta, inevitavelmente, acaba morrendo. Mas basta que o habitat se refaça, com o retorno das chuvas, para que os ovos se rompam e uma nova geração povoe os brejos.

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