Governo do Distrito Federal
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17/01/17 às 12h43 - Atualizado em 17/12/18 às 11h25

Águas Claras: Iniciativas simples melhoram qualidade do parque

Comprometimento e a busca de soluções criativas podem melhorar muito as condições de uma reserva ambiental. Um exemplo disso são duas iniciativas ocorridas no Parque Ecológico de Águas Claras. Uma impediu que a Lagoa dos Patos esvaziasse na época da seca. Já a outra proporcionou fartura de água para molhar as diversas mudas plantadas ao longo dos mais de 86 hectares de área do parque.

De acordo com o agente de parque Ruy Carlos Coelho, no período de julho a setembro a Lagoa dos Patos, um dos cartões postais do parque, costumava secar ou ficar com um nível bem baixo de água. “Em 2016 foi o segundo ano que isso não ocorreu”, comemora o agente, explicando que, em 2014, foi feito um cercamento em torno de toda a mata ciliar da lagoa para evitar que as pessoas tivessem acesso às nascentes. Para proteger os seis hectares da lagoa foram necessários mil metros de cerca.

Ruy ressalta que hoje o parque tem lagoa mesmo na época mais seca do ano. A Lagoa dos Patos é dividida em duas partes separadas por uma ponte que integra os 5,5 mil metros de pista de caminhada, corrida e ciclismo.

“A Lagoa é vital para o parque, que tem uma grande fauna aquática, além de contribuir muito para a umidade, responsável por manter a temperatura local sempre agradável. É ainda uma atração para as crianças que gostam de brincar com os patos”, explica o agente. Ele informa que a população da Lagoa é composta também de capivaras, gansos, paturis, marrecos e inúmeros pássaros que visitam as margens.

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Visitantes admirando a lagoa dos Patos./ Crédito: Bety Rita Ramos

Regando à vontade – Água agora não falta mais para molhar as várias mudas dos projetos de reflorestamento de algumas áreas do parque. Segundo Ruy isso é resultado de uma ação simples: contensão de parte da água de nascentes que antes ia totalmente para o córrego que deu nome ao parque. Oitocentos metros de cano recebem água desta contensão e a levam para os reservatórios que ficam próximos a administração do parque e de lá é feita a gestão da água. “Esta iniciativa, tomada há um ano e meio, teve a autorização e orientação da Adasa”, esclarece o agente de parque.

A partir desta fartura de água é possível ver em todo o parque mudas se transformando em pequenas árvores. A ação de aguar as mudas conta com a ajuda de vários voluntários, que formam um verdadeiro exército do bem, no cuidado com o parque. “Os moradores locais interagem bastante com o parque. Cerca de 30 pessoas prestam serviços voluntários em atividades como plantio, regação das plantas, entre outras. As pessoas nos veem trabalhando e perguntam como podem ajudar e nós vamos introduzindo-as no grupo de voluntários. Os moradores daqui são muito comprometidos com o meio ambiente”, enfatiza Ruy.

Público – O parque de Águas Claras é um dos mais frequentados do Distrito Federal. Um público de quatro mil e quinhentas pessoas passa diariamente por lá. No final de semana este número dobra. As pessoas procuram o parque para praticar esportes, contemplar a natureza e desestressar.  “Águas Claras é uma cidade vertical e o parque é uma espécie de quintal dos moradores, que na maioria têm o perfil classe média e são pessoas que cresceram em fazendas, chácaras, e gostam de vir ao parque para matar um pouco a saudade da terra, da vida no campo. Eles gostam, usam muito o parque e também ajudam a cuidar”, destaca o agente.

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Quatro mil e quinhentas pessoas visitam o parque diariamente./ Crédito: Bety Rita Ramos

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