Governo do Distrito Federal
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9/06/21 às 11h41 - Atualizado em 9/06/21 às 12h23

A Fauna da Cidade – Répteis

1) Serpentes

As serpentes são animais mais ativos nos meses mais quentes do ano, pois são ectotérmicas e controlam a própria temperatura adotando posturas para dissipar ou receber o calor externo, através do sol. O Cerrado é abrigo de cerca de 117 espécies de serpentes, com poucas dessas nocivas ao ser humano. As mais comuns são a jararaca-da-mata (Bothrops jararaca), a cascavel (Crotalus durissus) e a surucucu (Lachesis muta). A coral verdadeira (Micrurus lemniscatus) é uma serpente mais rara com improvável ocorrência em áreas urbanas. Uma espécie não venenosa e comumente encontrada em ambientes urbanos é a jibóia (Boa constrictor).

 

O que fazer caso encontre uma serpente em minha residência

Caso se depare com alguma espécie de serpente em sua residência, como jiboias, cascavéis e jararacas, é importante entrar em contato com Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), que pode ser acionado através do número 190. É possível também o contato pessoalmente na sede do Batalhão (Praça do Bosque nº 10 Área Especial, Candangolândia – DF), em batalhões da Polícia Militar, viaturas ou equipe policial militar mais próxima.

 

Características Gerais

Predadores – mamíferos como o quati, o gambá e o mão pelada, além de aves como garças, o gavião carcará e falcões.

Ciclo de vida –  9 anos

Importância – possuem um papel fundamental no controle de roedores e seu veneno tem grande potencial medicinal.

Bothrops jararaca – Jararaca-do-mata

Fonte: Bothrops jararaca | The Reptile Database (reptarium.cz)

Crotalus durissus – Cascavel

Fonte: Répteis (unb.br)

 

Lachesis muta – Surucucu

 Fonte: Lachesis muta|The Reptile Database

 

Boa constrictor – Jiboia

Fonte: Boa constrictor(Jiboia)-Museu do Cerrado

Coral-verdadeira (Micrurus lemniscatus)

Fonte: Coral-verdadeira e falsa-coral são extremamente parecidas e confundem predadores|Terra da Gente|G1

Falsa-coral (Erythrolamprus aesculapii)

Fonte: Coral-verdadeira e falsa-coral são extremamente parecidas e confundem predadores|Terra da Gente|G1

 

Em caso de acidentes

Procure imediatamente o serviço de saúde, de preferência na Rede SUS, pois somente nela é possível encontrar o soro antiofídico;

Jamais use torniquete ou garrote, isso produz necrose e não impede a ação do veneno;

Não corte, fure, ou sugue o ferimento com a boca, nem coloque substâncias na região, pois podem acabar causando uma infecção do local;

Também não dê ao acidentado substâncias que deprimem o sistema nervoso central, como calmantes e bebidas alcoólicas;

Mantenha o acidentado em repouso, visto que quanto maior a movimentação, mais o veneno poderá se espalhar pelo corpo e chegar em  órgãos vitais;

Remova anéis, pulseiras ou outros objetos constritores, anote a hora do acidente e lave cuidadosamente o local com água e sabão;

Se possível, fotografe a serpente para auxiliar no tratamento, sem tentar capturá-la ou matá-la, para sua segurança. Caso não haja registro do espécime, descreva-o durante o atendimento, pois há diferentes tipos de soro antiofídico para as diferentes espécies; e

Mesmo que não se trate de uma espécie peçonhenta, é importante procurar o serviço de saúde, visto que na microbiota presente na boca desses animais está incluída a bactéria causadora do tétano. Caso encontre um espécime, ligue para o BPMA através do 190.

 

Medidas preventivas

Para prevenir-se de acidentes, é recomendado manter a residência limpa de entulho e lixo, controlar populações de roedores, além de conferir sapatos antes de calçar e, em acampamentos, limpar o local onde irá montar a sua barraca, tirando gravetos, folhas mortas e cascas de árvores;

Em áreas possíveis de ocorrência desses répteis, é indicado o uso de botas de cano longo ou perneiras, visto que cerca de 75% de todas as picadas ocorrem nos membros inferiores;

Também é indicado o uso de luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem;

Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras;

• Quando entrar em matas e áreas de arborização densa, espere a vista se adaptar aos lugares menos iluminados; e

Por fim, preserve seus predadores naturais como emas, seriemas, aves de rapina, e gambás como o saruê.

 

Referências Bibliográficas

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